Manduca - o urussanguense que joga no maior time de Atenas fala dos 10 anos de sua carreira
October 16th, 2008
No estádio do AIKA, o maior time da capital da Grécia, o urussanguense Gustavo Manduca foi entrevistado com exclusividade para o Jornal PanoramaSC, pelo colunista deste semanário Gui Costa, quando completa dez anos de carreira profissional.
Nascido em Urussanga em 08/06/1980, Gustavo viveu sua infância no bairro Baixada Fluminense, onde seu talento com a bola começou a ser revelado na peladas que jogava com os amigos.
Muito cedo deixou a família para buscar o seu sonho, viajou pelo mundo, jogou em times importantes e hoje é um dos jogadores mais benquistos da cidade de Atenas.
Confira alguns trechos:
“Gui: Depois que encerrar sua carreira, você pretende ficar ligado profissionalmente ao futebol ou tem outro objetivo?
Gustavo: Eu e a minha esposa Juliana, conversamos bastante sobre isso. É um assunto que não deixa de fazer parte da nossa vida. Mas eu acho que é muito cedo ainda, estou só com 28 anos, é muito cedo para dizer com certeza tudo o que eu vou fazer. Só Deus sabe aquilo que Ele tem reservado para nossas vidas. Eu prefiro pensar no momento, conseguir fazer o meu pé-de-meia para criar uma estabilidade boa para minha família no futuro e depois, depende de como a gente estiver na área financeira, necessidades ou o que quer que seja, traçar planos e procurar uma direção da parte de Deus para nossa vida. Saber aquilo que é o mais adequado. Penso que é um assunto que vai ser definido mais perto do final da carreira mesmo.
Gui: Falando em dificuldades, a gente sabe que você está fora de campo há mais ou menos cinco ou seis meses. Qual foi a maior dificuldade que marcou a sua vida nestes dez anos considerados de carreira profissional?
Gustavo: Hoje a minha carreira é bastante estável. Eu atingi um nível bastante difícil de ser atingido. Mas até chegar aqui foram muitos anos de dificuldades e luta, de choro muitas vezes… Eu acho que as despedidas são sempre momentos muito difíceis, de nossos familiares principalmente. Quando a gente vem do Brasil são momentos difíceis, o momento da lesão para um jogador é um momento difícil…Eu tive uma carreira que não comecei logo com um grande clube, então eu fui conquistando tudo passo a passo, mas sou muito grato a Deus por ter tido isso na minha vida porque eu aprendi na vida que não existe crescimento sem dor.
Isso tem dado uma estabilidade muito grande para nossas vidas, não só como profissional de futebol, mas como homem também. A gente aprendeu muita coisa com isso. Eu acho que nos momentos de dificuldade, são os momentos que a gente mais aprende. A gente se fortaleceu muito, aprendeu a crescer, a superar a dificuldade.
E hoje, olhando para traz, eu só tenho que agradecer a Deus, da forma como aconteceu. Eu não tenho uma lembrança que tenha me marcado pela negativa…”
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