Exposição ao Sol e Vitamina D
November 21st, 2008
Por
Itamar J. Medeiros
Não se discute a importância da vitamina D para o fortalecimento dos ossos do organismo humano. E não se discute também a fonte de vitamina D e o meio de estimular essa vitamina a agir sobre os ossos. Sabemos que a produção de vitamina D é estimulada pelo sol. Portanto a exposição ao sol é essencial para o fortalecimento dos ossos. Sem ela, o organismo não consegue extrair e absorver o cálcio dos alimentos e fixá-lo no esqueleto. Só que a exposição exagerada e sem proteção adequada através dos protetores solar pode levar ao câncer de pele. No último dia 08, foi realizado em todo o Brasil, um mutirão médico contra o câncer de pele. Isto porque está previsto para esse ano o aparecimento de 100.000 novos casos de câncer de pele no país.
Esses dois fatores, a necessidade de exposição ao sol para a síntese de vitamina D e o câncer de pele tem trazido muita controvérsia nos últimos tempos entre a classe médica.
Novas evidências sobre a importância da vitamina D para a saúde estão levando médicos, principalmente dermatologistas a revisarem os seus conceitos. A vitamina D ganhou um novo status depois que pesquisas mostraram sua estreita relação com a prevenção das mais variadas doenças. Pesquisadores de diferentes países observaram que pessoas com déficit de vitamina D têm mais chances de desenvolverem 17 tipos de tumor, diabetes, tuberculose, esclerose múltipla e fibromialgia, entre outras doenças. Essa descoberta levou médicos a considerar a necessidade de suplementar, através de medicamentos a carência de vitamina D. Isso porque essa necessidade se baseia em dois fatores que envolvem mudanças de hábito e de cardápio. O primeiro é que, ao contrário das demais, a vitamina D não é facilmente obtida na alimentação. Comidas ricas na substância, como o atum, a sardinha e o óleo de peixe, não fazem parte da mesa tradicional dos brasileiros. O segundo fator envolve a necessidade de se expor aos raios solares para turbinar sua produção no organismo. Mas, nos últimos anos, campanhas de alerta sobre o câncer de pele mudaram a rotina. Estudos mostram que 30% e 50% das pessoas acima dos 70 anos e 20% dos adultos no país têm níveis inadequados de vitamina D. A fuga exagerada do sol como prevenção contra o câncer de pele, é uma das explicações para a nova realidade.
Portanto, eis a dúvida: sol, com ele ou sem ele? A resposta mais sensata para essa dúvida é o meio termo. Sim, expor-se ao sol, mas com protetor solar e durante o tempo determinado pela medicina: 15 minutos por dia, principalmente para crianças, velhos e pessoas de pele mais escura, pois o envelhecimento e o tom escuro da pele dificultam a entrada de raios solares. Já pessoas com pele clara e com histórico de câncer de pele na família, devem tomar todo o cuidado e seguir rigorosamente as orientações médicas. Continua ainda em vigor aquela velha recomendação de banho de sol até as 10 horas e depois das 16 horas.
Quando for indicado recorrer à suplementação de vitamina D é necessário uma avaliação médica prévia, pois, é imprescindível saber o nível da carência de vitamina D através de exames de laboratório e, como qualquer outra medicação os suplementos de vitamina D são passíveis de riscos.
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