Tragédia climática em Santa Catarina

November 28th, 2008

O ano de 2008 ficará na memória dos catarinenes como o da maior tragédia climática ocorrida no Estado.
Foram 97 mortos, são 27.404 desabrigados e 51.252 desalojados, totalizando 78.656 pessoas fora de suas casas; várias rodovias interditadas, desmoronamentos, falta de energia elétrica, racionamento e até falta de água potável, corte no abastecimento de gás natural, inundações e enchentes que causaram prejuízos à indústria, comércio e agricultura.

Embora o mês ainda não tenha terminado, já se pode dizer que nunca choveu tanto em novembro em algumas cidades do Estado, principalmente nas localizadas entre a Grande Florianópolis e o Litoral Norte. Em Blumenau, onde o quadro de enchentes e deslizamento é bastante grave, já choveu em novembro 878,4mm, que superou em muito o último recorde medido pela Epagri/Ciram neste mesmo mês, que foi de 167,2
mm em 2006 (os dados nessa cidade são coletados pela Epagri/Ciram desde 1997).

Neste mesmo município também houve superação de recorde do acumulado de chuva em 24h, com a marca de 283,1mm entre as 9h do dia 22 e 9h do dia 23 de novembro; o volume máximo de chuva acumulado em 24h era de 74,9mm (em 03/11/2007). Não há registros em Blumenau, em nenhum outro mês, que supere este valor acumulado em 24h.

Rompimento de duto causa prejuízos no setor cerâmico

A grande quantidade de terra e lama que se movimentou em virtude das chuvas torrenciais, causou o rompimento de um duto no gasoduto na região próxima ao município de Gaspar na noite do último sábado 22/11.

Para evitar problemas maiores, a Defesa Civil solicitou que as distribuidoras cortassem o fornecimento de gás natural, o que acabou causando a paralisação de várias cerâmicas e impedindo que proprietários pudessem  abastecer seus veículos com GNV.

E quem acredita que a solução seja rápida, pode esperar quase um mês para ver todo o sistema voltar à normalidade.

A previsão para a conclusão das obras de reparo no trecho do gasoduto rompido no bairro Belchior, na região de Gaspar, é de 21 dias. O acesso ao local para os reparos necessários só pode ser feito por via aérea, incluindo o transporte de equipamentos e equipe técnica.

Na operação, serão utilizados helicópteros, escavadeiras, geradores, carretas de iluminação, tubos, máquinas de solda, bombas de sucção e demais materiais necessários. Estão envolvidas 50 pessoas da TGB e outras 50 de empresas fornecedoras e profissionais do Sistema Petrobras.  Para atender e minimizar o prazo de reparos no trecho do gasoduto afetado, será feito um desvio no duto de 300 m de comprimento. Depois de efetuado este trabalho, será feita uma inspeção em  todo o trecho sul do gasoduto para avaliar a integridade do ramal e evitar novas ocorrências.

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