Associação PROGOETHE definiu plano de ação

March 6th, 2009

sergio-maestrelli Por
Sergio Maestreli

Em reunião realizada no Salão de Atos da Prefeitura Municipal, as entidades integrantes da  ProGoethe (Epagri, Sebrae, UFSC e Prefeituras Municipais)  definiram suas prioridades para este ano: articulação regional, fortalecimento do associativismo, mercado, indicação geográfica, recursos financeiros e humanos. O Goethe poderá ser a 2ª indicação geográfica do Brasil.

As mulheres urussanguenses e a saúde pública

As palavras “mulheres e saúde pública” estão intrinsicamente ligadas desde o início da fundação de nosso município.
Na ausência de médicos, durante os primórdios da imigração, parteiras, curandeiras e benzedeiras  desempenharam um papel decisivo  no momento crucial do milagre da vida ou no alívio da chegada da  morte.
No período imediatamente anterior ao processo imigratório, algumas mulheres imigrantes recebiam, por parte do Governo Italiano, instruções básicas sobre primeiros socorros, procedimentos em situações de partos, ferimentos, fraturas, picadas de cobras… na renomada clínica de Pádova. Rosina Mondo, Amália Zanellato, Maria Stringari Maestrelli, Joana Trento, Albina Gastaldon, Páscoa Nichele, Celestina Ceron, Maria Zanellato Lucietti, Ana Sartori (La nonna Caseta”), foram algumas das mulheres que com suas ações e orações colaboraram para  a solução ou  alívio  de problemas  relacionados com a saúde dos  imigrantes.
Abnegadas mulheres que no fim de suas vidas, seguramente ouviram uma voz que disse: “Vinde benditas de meu pai e tomai posse do reino que vos está preparado desde o início do mundo, porque  estive doente, me visitaste, e além disso me acolheste”.
Com o surgimento do hospital, outras mulheres em nome de um ideal, deram suas cotas de sacrifício para os doentes como as Irmãs Beneditinas da Divina Providência, Apóstolas do SCJ. Armelinda (Justina) Maravai Crema, Emília Donadel, Zilda Bosa, Dra Dilma Dario, Maria Ivete Fontanella, entre outras tantas, também optaram por trilhar este caminho. Uma outra mulher, Minervina Bez Batti Simões, dedicou muitos anos de trabalho nas obras assistenciais principalmente na direção do Hospital Nossa Senhora da Conceição, deixando grandes realizações. Em 80 anos de existência o HNSC esteve envolvido em períodos cíclicos de crises. Recentemente ocorreu um momento altamente crítico e crucial, em que a instituição chegou à beira do abismo, andou durante meses na corda bamba, no auge da crise, “rodou a baiana”, porém, aos poucos foi se afastando do precipício. E mais uma vez se afastou deste cenário, sob o comando de uma mulher, a atual presidente Cleusa Regina Rovaris Cechinel, natural de Timbé do Sul e urussanguense desde 1981. Ela, juntamente com alguns homens, muitas mulheres e com o apoio irrestrito da comunidade organizada foi contornando a crise que rondava o nosso hospital.
Certíssimo estava o padre Agenor que para a realização de suas obras e a materialização de seus sonhos, se cercou de alguns homens como Adão Bettiol, Elias Biz, João Copetti, Egídio Dezan, Davide Spricígo, Moacir Damiani  e com  um verdadeiro exército de mulheres: Ida Bez Batti, Olinda Bettiol, Irmã Faustina Oldani, Minervina Bez Batti Simões, Irmã Anunciata,  Helena Damiani, Olga Bettiol, Salute Maestrelli, Santina Luciano, Zilda Lavina, Irmã Luiza,  Mariana De Césaro, Maria Damiani, Irmã Agenora, Rosa Miotello, “Kamola, Noca, Coca”, (a amizade nos permite nominá-las assim), Nadir De Brida Ferraro, Ivanir Zanellato Perón, Eutália Bittencourt Possamai…  8 de março, Dia Internacional da Mulher.

PÍLULAS

  • Neste sábado, no Centro Comunitário da Matriz, o Encontro das Mulheres Agricultoras. A programação se inicia às 13 horas com palestras sobre Qualidade de Vida, Auto Estima, além de celebração eucarística. O objetivo do encontro, segundo a extensionista Maria Cristina Cancellier da Costa será o de “alimentar o corpo e alma para uma melhor qualidade de vida”. Um tradicional café colonial encerrará o evento.
  • “Pedras Pretas” é o documento que está sendo elaborado por Rosane Aquino, filha de um dos mais competentes e eficientes, (senão o maior), engenheiro da história do carvão. O material descreve a trajetória do Dr Tasso Crespo de Aquino que teve início em Ouro Preto-MG, um estado em que Urussanga tem laços profissionais, de amizade, de fraternidade, de  sangue  e teve  o seu ápice na CCU, em Rio Deserto. A elaboração deste histórico faz parte dos 50 anos do Rotary Club, da qual Dr Tasso foi um dos presidentes.
  • Acompanhamos recentemente na Câmara Municipal, a solenidade de apresentação dos novos policiais. O pronunciamento de Nazareno Marcineiro, coronel da Polícia Militar de Santa Catarina, nos chamou bastante a atenção pelo seu preparo intelectual. Usando a mente e o coração, o policial foi longe. Citou em seu discurso, em momentos distintos, seus pais, o alicerce de sua vida. Sua mãe Maria Wivalda Bialeski Marcineiro e o seu pai, o Sargento Néri, grande amigo de meu pai desde os tempos do Jeep, um outro policial que deixou excelentes recordações em nossa comunidade e também férteis sementes. Vários filhos seguiram a carreira policial. O coronel Marcineiro, um urussanguense por adoção, honra o nome bíblico que porta:  “Nazareno”.
  • A comunidade de Rio Carvão  encolheu um pouco mais com o falecimento na semana passada de Iva Ceron Trento. Descendente de uma das mais tradicionais famílias de Rio Carvão, muito se dedicou à Capela Madonna Della Salute, herdando de seus pais, a missão do toque do sino. E assim o fez por muitos anos chamando os fiéis para as celebrações como querendo nos dizer que há tempo para tudo. Para o trabalho, para o lazer e para Deus. No seu encontro com o criador, ela não se apresentou de mãos vazias.

ATTENTI RAGAZZI

Duplicação da BR 101-trecho sul, pavimentação do acesso ao Balneário Esplanada; asfalto para Rio Carvão-Santana (por cujo leito trafegou  milhões de reais em mais de  70 anos de exploração carbonífera), condições de trafegabilidade da estrada de Rio Caeté que desemboca em Siderópolis e a conclusão da rua Tadeu Celestino Mariot. São obras que continuam desafiando a engenharia civil e principalmente a “engenharia política” nos três níveis de governo. Quem vencerá esta corrida? Você apostaria num palpite?

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