Rachaduras e infiltrações na nova sede da Câmara preocupam vereadores de Urussanga
March 6th, 2009
A água da chuva ocorrida na segunda-feira 2/03, ainda pingava no teto da sala do presidente da Câmara Municipal de Urussanga- Luiz Carlos Cardoso (Nariz), na noite da terça-feira 03/03, quando aconteceu mais uma sessão ordinária do legislativo.
O fato foi constatado pela reportagem de Panorama que, acompanhada do Presidente da Casa, também tomou conhecimento de algumas infiltrações e inúmeras rachaduras existentes tanto na lage superior quanto na inferior e, ainda, nas paredes externas da construção.
A nova sede da Câmara Municipal de Urussanga foi entregue pelo Executivo em dezembro de 2008 e, quatro meses após, corre o risco de tornar-se obsoleta.
Em seu discurso na tribuna, Nariz mostrou preocupação com a segurança dos funcionários, dos vereadores e da própria população que vai ao local para assistir as sessões, pois, por não conhecer as causas das rachaduras e infiltrações, teme que o prédio possa cair.
A primeira atitude do presidente do legislativo foi marcar, para a tarde da quarta-feira, uma reunião com os responsáveis pela construção da obra- a Cerforte.
Vereador Edson Manoel também mostrou-se preocupado e disse que a situação deve ser analisada para evitar problemas futuros.
A Cerforte é uma empresa que já ganhou três licitações para construção de obras em Urussanga. Pelo governo do Estado construiu o ginásio de Esportes no Bairro De Villa.
Pelo governo municipal, já construiu a sede da Câmara Municipal e o ginásio de esportes no bairro Nova Itália (ambas edificações com problemas estruturais) e ganhou também a licitação para construção de uma creche onde haverá investimentos de mais de R$ 900 mil.
Na reunião promovida na tarde da quarta-feira, o representante da construtora afirmou que o primeiro problema detectado foi na calha de alumínio e duas telhas rachadas. Como a lage foi feita com isopor e não concreto puro, a água se infiltra mais facilmente. Quanto às fissuras, o representante da Cerforte afirmou que não representam “perigo nenhum” e que a edificação “não vai cair”. Ele explicou que trata-se de uma reação entre o cimento e a lage de isopor e aconselhou o presidente do legislativo a esperar mais um tempo para ver como elas evoluem.
A empresa entregará um laudo sobre a situação atual da obra. Mas, por medida de precaução, o presidente Luiz Carlos Cardoso contratou um perito na área para ter um laudo que não tenha sido feito pela própria construtora.
Os resultados devem ser apresentados neste final de semana ou no início da próxima.
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