Gripe suína
May 15th, 2009
Por
Itamar J. Medeiros
O assunto do momento em termos de saúde pública é o vírus da “gripe suína”. Diariamente recebemos uma enxurrada de informações através da mídia escrita, falada e televisada sobre este assunto. O volume de informações tem sido impressionante nos últimos dias.
A gripe suína é uma doença respiratória aguda, contagiosa e que leva a um quadro de infecção respiratória. Acredita-se que o vírus tenha vindo de mutações (transformações) originadas em porcos. Chama-se gripe suina porque, geneticamente, ela é semelhante aos vírus que atingem porcos. Os sintomas são febres, dores pelo corpo, cansaço e tosse. As primeiras pessoas infectadas provavelmente tiveram contato com porcos. No entanto, agora, o contágio está ocorrendo pelo contato próximo entre uma pessoa e outra, especialmente por gotículas de saliva, lançadas no ar pela tosse ou por espirros. Beijos, apertos de mão e compartilhamento de pratos e talheres devem ser evitados.
O vírus da gripe suína tem uma capacidade de atingir os pulmões e não só pode causar uma pneunomia (que leva a morte por insuficiência respiratória) como predispõe o pulmão a se infectar com outras bactérias que normalmente não causariam essa pneumonia.
Como se está vendo diariamente nos telejornais nacionais e internacionais, o uso de máscaras iguais às usadas por médicos cirurgiões é um fator importante de proteção e prevenção contra o virus da gripe suina. Elas cobrem mais a área do nariz e da boca, ajudando a vedar estas áreas do rosto e proteger a respiração. Ela filtra 95% das partículas ou gotícolas de tosse e espirro e o ideal é que sejam trocadas a cada 24 horas.
O diagnóstico é baseado principalmente pelos sintomas, os quais são semelhantes a uma gripe comum, pela observação da origem do paciente infectado, isto é, se viajou e veio de áreas de risco e nos casos fortemente suspeitos, por exames do muco expelido pelo nariz e pela boca.
O tratamento também é realizado como o mesmo da gripe comum e por um medicamento contra o vírus, o antiviral oseltamivir. Porém por se tratar de um vírus novo a eficácia desse antiviral só foi testada e comprovada em laboratório. O tratamento com esse medicamento tem que ser iniciado em, no máximo 48 horas após o início dos sintomas. Depois desse período só é possível usar remédios para aliviar os sintomas. A maioria dos casos da gripe suina está sendo curada espontaneamente. Por enquanto, ainda não se sabe o percentual de cura. Até agora, a gripe suína tem sido menos letal do que a gripe aviária, mas se espalha com mais rapidez, porque é transmitida de humano para humano.
Não existe uma vacina específica contra esse vírus, embora a Organização Mundial da Saúde já esteja trabalhando para isso. O tempo médio para que uma vacina fique pronta é de quatro a seis meses. A vacina da gripe comum, embora não seja específica, ajuda a combater o vírus da gripe suína.
Como o vírus se transmite de pessoa para pessoa, não há contra-indicação para o consumo de carne suína. Esse vírus não resiste ao cozimento em temperatura superior a 70º C, como se recomenda para a preparação da carne de porco e/ou outras carnes.
Também não existe risco em comer alimentos derivados de porco como bacon, presunto, patê e outros produtos.
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