Cistite Recorrente
June 12th, 2009
Por
Itamar J. Medeiros
Chama-se Cistite Recorrente as infecções de bexiga que se repetem seguidamente. Pacientes com cistite reclamam da freqüência, da urgência e da dor que sentem ao urinar. Alem disso as pessoas podem ter um desconforto geral, com dores pelo corpo. Até mesmo sangue na urina e febre estão na lista dos sintomas. Tudo isso ocorre por causa de uma bactéria que atende pelo nome de Eschirichia coli, responsável por 80% dos casos de infecção recorrente da bexiga. Presente nas fezes, muitas vezes esta bactéria se multiplica e migra para a uretra, encontrando um caminho aberto até a bexiga, onde provoca a infecção.
No combate a Eschirichia coli, os médicos costumam usar antibióticos. Porém o número de cistites recorrentes é muito alto. Estima-se que metade das mulheres tem a doença, pelo menos, uma vez na vida, sendo que 20% desse total enfrentam o problema mais de uma vez. Cistite é considerada recorrente quando é diagnosticada duas vezes em um semestre ou três vezes durante um ano.
Quando a cistite insiste em retornar, um novo medicamento que chegou ao Brasil há pouco mais de um ano pode ajudar no tratamento: é um imunoestimulante administrado por via oral. É um remédio preparado a partir da própria bactéria. Retira-se dela uma parte chamada antigênica que, ao ser administrada no organismo, provoca a formação de anticorpos contra a Eschirichia coli. Em linhas gerais, o imunoestimulante segue a mesma estratégia das vacinas. A lógica é dar ao paciente um pedaço pequeno e inofensivo do inimigo. A partir daí, o corpo se arma e fica mais bem preparado para enfrentar a bactéria e evitar uma nova infecção.
O medicamento não substitui o antibiótico, mas pode reduzir a freqüência de repetição da doença e dos sintomas.
Além da terapia com remédios é importante que as pacientes sigam uma cartilha de bons hábitos para evitar a recorrência. Segurar a vontade de ir ao banheiro urinar pode ser prejudicial e aumentar o risco de cistite. Outro ponto importante é a atividade sexual. Recomenda-se que as mulheres urinem antes e depois do ato sexual, porque a penetração facilita a entrada de bactérias na bexiga.
Outra indicação de combate às cistites é tomar água para aumentar o volume da bexiga e com isso urinar com mais freqüência, pois é justamente ao urinar que as bactérias são expulsas do organismo.
Contribuem também para o aparecimento de cistite a “bexiga caída”, que ocorre por falta de sustentação muscular e de ligamentos que mantém a bexiga no lugar. Isto acontece muito frequentemente na menopausa e nas pacientes que tiveram muitos partos por via vaginal.
O maior aparecimento de cistite em mulheres do que em homens ocorre devido ser a uretra feminina menor que a masculina (cerca de 3 cm), além do que as extremidades da uretra feminina ficam próximas a áreas de concentração de bactérias (vagina, ânus e bexiga).
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