Gripe suína – uma realidade

July 3rd, 2009

itamar Por
Itamar J. Medeiros

Embora as autoridades brasileiras da área da saúde tenham dito que a situação da gripe suína estava controlada aqui no Brasil, tranqüilizando a população, sabíamos que devido à propagação mundial do vírus da referida gripe, mais cedo ou mais tarde o mesmo chegaria ao Brasil. E chegou e está entrando aqui no sul, pela Argentina.

Já temos confirmados mais de 476 casos no Brasil sendo que mais 50 no estado vizinho do Rio Grande do Sul e 49 em Santa Catarina. Como já foi dito em outro artigo, a Gripe suína ou mais apropriadamente Gripe A (H1N1) é uma doença respiratória aguda, altamente contagiosa entre os seres humanos, que leva a um quadro de infecção respiratória. Depois do susto inicial que abalou o mundo com o aparecimento dos primeiros casos no México e nos Estados Unidos, estatísticas comprovam que a força do novo vírus não é tão grande quanto se imaginava, pois os índices de complicações e principalmente de mortes são semelhantes ao da gripe comum, isto é, 0.45%. Portanto, este dado significa que não há motivo para pânico, desespero e muito menos uma corrida às emergências dos hospitais.

Pessoas saudáveis costumam responder bem ao tratamento e se recuperaram da doença sem maiores problemas. Porém, alguns grupos de pacientes são mais suscetíveis aos ataques de qualquer tipo de doenças, inclusive ao vírus da Gripe A.

Entre elas estão os pacientes que sofrem com problemas no coração, os Cardiopatas, pois as infecções virais ou bacterianas pioram o chamado débito cardíaco, ou seja, um funcionamento considerado abaixo do ideal, e podem provocar problemas gerais na saúde da pessoa. Então, é muito importante para esses pacientes que não sejam contaminados com o vírus da gripe A ou outra infecção qualquer, inclusive o vírus da gripe comum. Pessoas imunodeficientes, isto é, com baixa resistência orgânica, entre elas os diabéticos, os que fizeram transplantes, os portadores do vírus do HIV, os que passaram por tratamentos pesados como quimioterapia e/ou radioterapia, por estarem com o seu sistema de defesa orgânica em baixa, ficam mais suscetíveis a infecções por vírus e bactérias. Por isso, devem redobrar a atenção com a gripe A, que, mesmo sendo pouco letal, pode evoluir para quadros graves em pacientes fragilizados. Pessoas maiores de 60 anos também são mais suscetíveis às doenças de um modo em geral, pois, a partir desta idade todas as defesas orgânicas começam a diminuírem. E este é um dos motivos para que todo o ano ocorra à campanha de vacinação dos idosos, pois uma simples gripe pode ser o passaporte para complicações graves. Crianças menores de 2 anos também estão no grupo de risco e merecem cuidados especiais, porque seu organismo ainda não está maduro o suficiente e nem preparado para enfrentar os inimigos externos. Essas crianças são alvos mais fáceis para o vírus A e suas possíveis complicações, como a pneumonia. Pacientes portadores de doenças respiratórias crônicas como asma, bronquite e enfisema pulmonar e os fumantes também apresentam riscos maiores de complicações por causa das alterações estruturais e inflamatórias dos brônquios e dos pulmões. O organismo dessas pessoas já está minado por uma doença que está atacando um sistema vital, o respiratório, e se receber mais um visitante indesejável, o vírus H1N1 da Gripe A, o complicará ainda muito mais.

Em comum essas pessoas apresentam uma característica peculiar: algum tipo de deficiência em seus mecanismos de defesa, seja do sistema imunológico ou por alterações que facilitam a implantação de agentes infecciosos, como nos casos da bronquite. Por isso, os cuidados com a prevenção nestas pessoas devem ser redobrados, principalmente para se impedir alguma evolução mais grave da doença.

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