Os tesouros antigos de Bonetti
July 3rd, 2009
O mineiro aposentado Angelino Bonetti, de 71 anos, montou em sua casa, há quatro anos, em Cocal do Sul, um museu com peças da história de toda a região, que contam um pouco do modo de vida dos imigrantes italianos, suas formas de trabalho e seus momentos de lazer.
Angelino, que é natural de Orleans e foi criado na localidade de Armazém, conta que desde muito novo, aos 12 anos de idade, já começou a montar algumas peças, pois morava no interior, e não tinha brinquedos e as ferramentas de trabalho da família eram a diversão nos finais de semana. “Quando era criança, tinha que trabalhar, e nos domingos nós íamos à missa e somente depois disso podiamos brincar. Então eu e meus primos íamos passear nas cachoeiras e lá levávamos algumas ferramentas, mudávamos o curso da água na beirada dos riachos e faziámos rodas d’água”, lembra Bonetti.
Quando adulto, trabalhou em várias funções, já foi ferreiro, carpinteiro, passou 22 anos trabalhando como encarregado na mina e depois foi morar em Cocal do Sul onde começou a juntar as peças para o museu.
Depois de aposentado, sobrou mais tempo para se dedicar àquilo que aprendeu com seus pais, “valorizar a cultura”, e foi com esse ensinamento que Bonetti vinha ao longo dos anos guardando tudo o que encontrava e que fazia parte da história. Entre os objetos de Seu Bonetti, estão a primeira televisão de Cocal do Sul, um rádio amador, chaveiros, moedas e cédulas de dinheiro de papel do Brasil e exterior, bombas d’água, isqueiros, vitrolas, bigornas de serraria, guaitas, máquinas de costura, jornais antigos e até um telégrafo. “Aqui no meu museu eu tenho um rádio amador que é americano, um telefone da família Orleans de Bragança ainda do século passado, máquina de costurar calçados que tem mais de 100 anos, um macaco de trem de quando veio o primeiro trem para Tubarão, tenho uma peça que é bastante antiga, uma furadeira manual que furava os trilhos, na época que foi feita a estrada de ferro aqui na região (essa não tem a data de fabricação na peça, mas acredita-se que a peça tenha mais de 120 anos), uma trena italiana que veio com os imigrantes, além disso tenho um livro muito antigo que conta a história de Criciúma desde a primeira igrejinha, o primeiro bar, e também tem algumas histórias de Urussanga, inclusive de um frei que foi morto onde hoje é a praça. Outras que eu gosto muito é uma espinguarda que foi usada na guerra dos farrapos e uma pistola usada na guerra do Paraguai”, lembra Bonetti.
Entre as preciosidades estão um violino, violões, gaitas e um piano, onde ele mostra que sempre gostou muito de música, tanto que já “tocou” em bailes, coisa que hoje já não faz mais porque perdeu o movimento de três dedos e fica difícil para poder tocar, ainda assim deu uma demonstração de que sabe tocar piano.
Bonetti lembra que começou guardando os objetos e quando percebeu que tinha bastante, teve que ampliar o espaço e hoje guarda tudo no museu, atrás de sua residência.
Muitas peças são doações, algumas inclusive os catadores encontram nos lixões e entregam as cuidados dele, que limpa, restaura e cataloga, indicando de onde veio. “Nem todas as peças são catalogadas, um dia vieram aqui dois rapazes que estudam na Unesc e dizeram que iam catalogar tudo para mim, e eu estou esperando por eles”, afirmou Bonetti lamentando que muitas pessoas não valorizam as peças antigas. Tanto, que uma das suas reliquias, uma foto de um time de futebol de São João de Azambuja, ele doou para a capela da localidade, em um quadro para ser exposta e contar a história daquele local, mas passado algum tempo viu que a foto já não estava mais lá, e deciciu procurá-la, foi quando percebeu que ela tinha sido “jogada”, em um porão, onde estava se deteriorando, foi então que a trouxe de volta, para garantir que aquela peça terá vida longa. “Algumas pessoas da foto, já faleceram, mas os seus filhos vão poder ver e saber um pouco mais da história deles”, disse.
Além de colecionar, ele também cria, por isso pode-se dizer que as peças antigas não são a única atração da casa. Em meio aos objetos seculares, ele também expõe réplicas de engenhos, serrarias e outras máquinas que ficariam esquecidas no passado, não fosse seu empenho. O mais interessante nas réplicas é que praticamente todas têm movimento, pois ele usa motor. Construiu também um helicóptero com um motor de aspirador de pó, e fez réplicas das primeiras igrejas erguidas pelos italianos. “Eu vou até o local, observo bem e depois faço igual, só que em miniatura. Algumas peças são vendidas, mas ele afirma que gosta de criar para preservar a história.
Ao todo Bonetti tem mais de 1700 peças, vindas de toda a região e de outras partes do mundo, “algumas vem de outros paises, de pessoas que moram fora e trazem para nós, mas faz tempo que eu perdi a conta de quantas peças tanho aqui”, fala sorrindo. Todas as peças doadas tem uma etiqueta dizendo a que família pertenceu e quem doou.
E quem pensa que a sua esposa, Dona Anair Scremin Bonetti reclama, está enganado, pois é ela quem ajuda a guardar muitas peças, inclusive tira o pó dos objetos. “Eu acho a idéia de ele ter um museu ótima porque se ele não tivesse isso aqui, com certeza, ele ia estar nos bares. Assim sempre fica aqui, cuidando das coisas dele. Eu ajudo na limpeza, a colocar as coisas no lugar. Já que nós dois moramos sozinhos, cuidamos do museu. Nossos cinco filhos já casaram e tem as casas deles e nós a nossa, então cuidamos disso tudo e da história de toda essa região”, afirma Dona Anair.
Bonetti finaliza dizendo que “o museu é meu esporte, eu não bebo, não vou a bar, só fico aqui cuidando das minhas coisas, faço isso porque gosto, e quando vem crianças das escolas que nunca viram as peças que tenho aqui eu gosto mais ainda, porque posso explicar para elas como eram as coisas de épocas dos avós delas.”
O museu, localizado no bairro Horizonte em Cocal do Sul, fica aberto todos os dias, e recebe visita de vários grupos de idosos, crianças das escolas e de pessoas da região, quem tiver interesse em visitar é só entrar em contato pelo telefone (048) 3447-0912 e marcar a visita.
Olá Angeino. Sou ALÉSCIO BONETTI, filho de Ilivio Bonetti, neto de Paulo Bonetti, provavelmente teu tio. Deves ser filho de Fioravante, Elias. Gostaria de obter maiores infomações sobre a nossa familia. Estou tentando juntar dados cadastrais sobre a mesma. Acho q voce teria muitas informações. Se não fr incomodo, poderias enviar-me E-Mail de alguem q possa cadastrar-se para contatos mais direos entre membro deste sobrenome. O Senhor é ma hisória viva q não se pode deixar perder. Faça esta experiencia. Abraços e agradecimetos desde jah. Meu telfone eh (46) 3524.3135 (46) 91071755 e o E-Mail acima.
ola seu bonetti com i parabens pelo seu acervo gostei muito da sua historia na minha familia eu não entendo fizeram uma bagunça com sobre nomes q da medo é bonete, bonette ,bonetti e boneti e desse jeito mais todos vivemos e marmonia fico aqui bastante emocinado com tudo isso e parabens…..moro em campinas e sou caminhoneiro quem sabe um dia tamemposso montar não um musu mais um livro com as hstorias q eu ouço e vejo por essas estradas do nosso brasil um grande abraço…
Oi tio…conheço bem essa figura…só mesmo o tio e o pai pra inventar essas coisas, beijo tio
Sobrinha..Grazi