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segunda-feira, abril 12, 2021

Covid-19: Campinas adota fase vermelha entre 21h e 5h a partir de hoje, terça-feira (23)

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Prefeitura fala em momento de extrema gravidade com aumento de casos graves e perfil dos infectados. Medida anunciada em coletiva na segunda (22) vale até o dia 1º de março.

Pressionada pelo aumento de casos graves e sobrecarga nos leitos Covid-19, a prefeitura de Campinas (SP) determinou a adoção de regras da fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, a partir desta terça-feira (23), entre 21h e 5h. Com isso, apenas atividades essenciais poderão funcionar no período até o dia 1º de março.

Veja os principais pontos anunciados pelo prefeito nesta segunda:

  • Restrição de todas as atividades entre 21h e 5h;
  • Fechamento de bares entre 20h e 5h;
  • Permanecem abertos entre 21h e 5h apenas os serviços essenciais;
  • Fim da tolerância de 1h no fechamento de bares e restaurantes;
  • Igrejas só podem funcionar até 21h;
  • Início do ano letivo mantido para 1 de março, mas aulas noturnas presenciais estão suspensas.

Fiscalização

De acordo com o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), ficou definido em reunião com o secretário de Segurança Pública e a Guarda Municipal o aumento das fiscalizações para coibir grandes aglomerações, como festa e reuniões, apontadas como responsáveis diretamente pelo aumento de casos.

“A gente pede que a população não aglomere, em bares, chácaras, quintais de casas, festas. Campinas tem milhares de estabelecimentos. É uma situação em que é preciso contar também com a população”, disse Dário.

Regras da fase vermelha

O anúncio de adoção das regras da fase vermelha foi feito em transmissão on-line nesta segunda-feira (22). A medida foi tomada de forma unânime pelo Executivo e os órgãos técnicos, como a Saúde e a Vigilância Sanitária. A medida será válida até o dia 1º de março, mas pode ser prorrogada caso necessário.

Não houve mudança da classificação no Plano SP pelo governo estadual – a região administrativa de Campinas segue classificada na fase amarela.

“A prefeitura não é contra nenhum setor, não é contra a economia. Essa é uma decisão de consenso de todo corpo técnico. A cidade chega numa lotação de leitos de UTI preocupante e não queremos deixar ninguém na fila. Não queremos que a rede pública entre em colapso. É uma medida amarga, mas necessária para salvar vidas”, defendeu Dário.

Dário Saadi (Republicanos), prefeito de Campinas (SP), anuncia fase vermelha noturna na cidade a partir desta terça (23) — Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

Bares e restaurantes

Ao explicar o que muda com o novo decreto, o Secretário de Justiça, Peter Panutto, informou que o texto não não prevê a “tolerância” de 1 hora para bares e restaurantes, prevista na fase amarela, para que os consumidores possam terminar suas refeições após o horário de fechamento.

Com isso, os estabelecimentos do setor devem encerrar as atividades nos horários determinados.

Escolas

A determinação da prefeitura não interfere, neste momento, na data prevista para retorno das atividades presenciais das escolas da rede municipal: 1º de março.

Entretanto, ficam proibidas durante a fase vermelha atividades em escolas e cursos noturnos presenciais após as 21h.

Igrejas

Mesmo classificadas no decreto municipal entre as atividades essenciais, as igrejas e templos religiosos poderão funcionar somente até 21h.

Ao comentar sobre ações contra aglomerações na coletiva da semana anterior, o prefeito de Campinas havia mencionado que as igrejas também são alvos de fiscalizações.

Lair Zambon, secretário de Saúde de Campinas (SP) — Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

Aumento de internados

Durante a coletiva, a prefeitura apresentou dados para mostrar uma mudança de perfil dos novos casos e internações. Além do registro de cada vez moradores mais novos atendidos com a doença, há uma projeção de que até 6% dos infectados sejam internados até o fim de fevereiro – em janeiro, o número era de 4%.

Além disso, a Vigilância verificou aumento da gravidade mesmo em pessoas sem outras doenças associadas, as chamadas comorbidades. Esse número está na casa dos 10% dos internados.

Os órgãos de Saúde também identificaram uma alteração no tempo de internação em UTI de pacientes com a Covid-19. Enquanto a média ficava entre 17 e 20 dias em 2020, nesse começo de 2021 o período caiu para oito dias.

“O período entre o paciente sair da UTI ou ir a óbito está se definindo mais rápido”, explicou Lair Zambon, secretário de Saúde.

Na segunda (22), foram confirmadas mais oito mortes por Covid-19 entre moradores, o que elevou o total para 1.809. Já o número de infectados chegou a 67.635, um aumento de 497 em relação ao último boletim, divulgado na sexta-feira (19).

‘Extrema gravidade’

Sobre a pressão por leitos, no domingo (21), a administração informou que a rede pública de saúde atingiu a lotação máxima nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes com Covid-19. Nesta segunda, a taxa de ocupação, incluindo a rede privada, chegou a 89,53%.

Após anunciar a contratação de vagas na rede privada, em parceria com o governo do estado, Lair Zambon destacou que a cidade tem, incluindo os leitos de UTI e enfermaria Covid-19, mais de 500 pessoas internadas nesta segunda.

Nova variante

Sobre a possibilidade de circulação de uma nova variante em Campinas, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben, destacou que 13 exames foram enviados ao Instituto Adolfo Lutz para sequenciamento genético.

A coleta para análise segue alguns critérios, como pacientes com maior gravidade, principalmente com menos de 40 anos, além de casos de reinfecção.

Apesar da possibilidade de que a variante de Manaus (P.1), mais transmissível, esteja em circulação, as medidas de prevenção e combate são as mesmas: evitar aglomerações, fazer o uso de máscaras e higiene adequada.

Por G1 Campinas

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