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domingo, outubro 17, 2021

Santa Bárbara preserva memória arquitetônica de capelas da área rural

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A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste publicou na sexta-feira (8) os decretos 7.244, 7.245 e 7.246 de 2021, que dispõe sobre o tombamento material e imaterial de interesse cultural, histórico, arquitetônico e afetivo das capelas do Cemitério dos Americanos, Nossa Senhora do Carmo (Usina Cillos) e Santo Antônio do Sapezeiro. A indicação de Tombamento Municipal foi registrada pelo Codepasbo (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural de Santa Bárbara d’Oeste).

As capelas rurais do Município, conforme informa o decreto publicado no Diário Oficial do município, constituem-se em um conjunto de bens culturais materiais fundamental para a trajetória social, cultural e histórica do município. “O Codepasbo, mesmo durante a pandemia, seguiu sua rotina habitual de reuniões discutindo ações de preservação do patrimônio e história de Santa Bárbara d’Oeste. O tombamento das capelas é mais um importante passo na salvaguarda da memória barbarense. O ato legitima a relevância dos patrimônios que narram, por meio de suas edificações, o desenvolvimento social e cultural de nossa cidade”, ressaltou o secretário de Cultura e Turismo, Evandro Felix.

Históricos das Capelas

Localizado na Fazenda Esperança, Rodovia Doutor Ernesto de Cillo, o edifício que abriga a Capela Nossa Senhora do Carmo foi construído em 1934 e tem seu diferencial no estilo eclético, com predominância de referências estéticas da Arquitetura Românica – vigente na Europa entre os séculos XI e XIII e está bastante associado à expansão do cristianismo após a queda do Império Romano do Ocidente, havendo inúmeros exemplares de templos católicos com o mesmo estilo naquele continente.

A Capela do Santo Antônio está situada no tradicional bairro rural Santa Antônio do Sapezeiro que começou a ser ocupado no início do século XX, quando parte da leva de imigrantes italianos adquiriram pequenas propriedades na região e foi a primeira capela católica em louvor a Santo Antônio na região – construída em 1905, em taipa – material à base de argila e cascalho – e posteriormente em 1935, foi inaugurada a segunda versão da capela, construída em sistema construtivo de alvenaria de tijolos, a qual existe até os dias de hoje.

Já o edifício da Capela do Cemitério do Campo é uma exceção em relação às outras capelas existentes na área rural do Município de Santa Bárbara d’Oeste. Enquanto as outras capelas são de culto cristão católico, a do Cemitério do Campo atende às denominações cristãs protestantes Presbiteriana, Batista e Metodista, além de ter origem no culto em memória aos mortos, em função de sua localização, interior do cemitério.

As capelas tombadas farão parte da série de patrimônios tombados pelo Codepasbo (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santa Bárbara d´Oeste) e Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) em Santa Bárbara d’Oeste, como o Caminho dos Flamboyants, antiga Usina Santa Bárbara, Maquininha da Usina, Fiação e Tecidos Santa Bárbara/Campo Belo, Estação Ferroviária de Santa Bárbara d’Oeste, VW Fusca 1600 (viatura), Igreja Matriz Santa Bárbara, Museu da Imigração de Santa Bárbara d’Oeste, Chácara Wolf, Cineteatro Santa Rosa, Portal de entrada do União Agrícola Barbarense Futebol Clube, Centro de Memórias “Historiador Antônio Carlos Angolini” e Escola Estadual “José Gabriel de Oliveira”.

Qualquer tipo de intervenção nas capelas, a partir de agora, somente poderá ser realizada com autorização prévia do Município e do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural de Santa Bárbara d’Oeste.

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