
O Carnaval é um período de maior consumo de bebidas alcoólicas e, por isso, exige atenção redobrada dos foliões. O alerta ganha ainda mais relevância após os casos de contaminação por metanol registrados em Pernambuco no fim de 2025, que deixaram vítimas e acenderam o sinal de alerta das autoridades sanitárias.
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De acordo com a Karla Baeta, diretora da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), qualquer bebida pode ser adulterada, seja destilada ou não. No entanto, ela explica que as bebidas enlatadas são, em geral, as mais seguras.
“Qualquer bebida pode ser adulterada. A gente vê com mais frequência o destilado, mas uma cerveja também é passível de adulteração. No caso da cerveja, a adulteração acontece mais em garrafa. O que é mais difícil, quase impossível de haver adulteração, é em bebida em lata de uma forma geral”, afirmou.
Além disso, a diretora destacou que a adulteração não se resume apenas à presença de metanol.
“Quando a gente fala em adulteração, não significa apenas a presença do metanol, mas a bebida pode ser modificada, por exemplo, com álcool que não é próprio para consumo, como o de posto, ou com algum ingrediente que não pode ser utilizado. Ou seja, qualquer modificação na fórmula original da bebida já caracteriza adulteração”, explicou.
Embora muitas pessoas tentem identificar a falsificação pelo sabor, Karla Baeta orienta que esse não é um método confiável. Em vez disso, recomenda que o consumidor priorize locais seguros para compra, ressaltando que até mesmo ambulantes precisam ter cadastro na Vigilância Sanitária e recebem orientação antes de atuar nas ruas.
Outra dica importante é observar as tampas e os rótulos. Bebidas originais costumam ter impressão de qualidade, sem falhas ou borrões. No caso das destiladas, o lacre na tampa é obrigatório e, se estiver ausente, pode indicar falsificação. Além disso, a presença de impurezas, grumos ou qualquer sujidade visível em bebidas destiladas é sinal de suspeita.
A diretora também alertou para as chamadas bebidas artesanais não registradas, como “Pau de Índio” e “Axé”, que não possuem autorização do Ministério da Agricultura. Nesse caso, o consumo ocorre por conta e risco do próprio consumidor.
Os sinais de alerta podem surgir até mesmo após o consumo. Sintomas como dor de cabeça persistente, náuseas intensas ou mal-estar prolongado — diferentes de uma ressaca comum — devem ser levados a sério.
“Se houver qualquer sintoma diferente ou que demore a passar, é importante procurar uma unidade de saúde e informar o que foi ingerido, para que possamos rastrear a possível origem”, orientou.
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Caso o consumidor identifique ou suspeite de bebida falsificada, deve procurar a Vigilância Sanitária do município onde ocorreu a compra. Também é possível registrar denúncia pela ouvidoria do SUS, por meio do Disque Saúde 136. No Recife, os contatos disponíveis são o 0800.281.1520 e o 3184.0001.
Dessa forma, embora o Carnaval seja sinônimo de alegria e celebração, a recomendação das autoridades é que os foliões aproveitem a festa com responsabilidade e atenção redobrada ao que consomem.









