João Campos não vai à abertura do ano legislativo e tensão cresce na Câmara e Alepe

Ausência de João Campos no legislativo
Ausência de João Campos no legislativo – Foto: Reprodução

Foi confirmada na manhã desta segunda-feira (2) a ausência do prefeito do Recife, João Campos (PSB), na sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos da Câmara de Vereadores. Em seu lugar, quem representará o Executivo municipal será o secretário de Relações Institucionais do Governo, Raul Henry (MDB).

A retomada das atividades na Casa José Mariano ocorre em meio a um cenário de forte acirramento político. Uma vez que tramita um pedido de impeachment contra o gestor socialista. Situação semelhante também é observada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Nesse sentido, onde a governadora Raquel Lyra (PSD) também é alvo de requerimentos com o mesmo teor.

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Tanto na Câmara do Recife quanto na Alepe, a expectativa é de intensificação dos embates entre oposição e base governista. Além disso, por se tratar de um ano eleitoral, o funcionamento das duas casas tende a refletir a polarização que marca o atual cenário político pernambucano.

Embora os pedidos de impeachment enfrentem resistência devido às bases governistas majoritárias nas duas instituições. As propostas ganham relevância por serem apresentadas às vésperas do período eleitoral. Dessa maneira, o que amplia o impacto político das iniciativas.

O presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), avaliou que o pedido de impeachment é um fato pontual e destacou que a presença de parlamentares pré-candidatos contribui para elevar o tom dos debates. De acordo com ele, apesar do ambiente político mais intenso, o foco seguirá sendo a produtividade legislativa.

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“O nosso foco é manter a rotina de muito trabalho. Mesmo em um ano eleitoral, precisamos cumprir nosso papel principal, que é representar a população. Além da condição de candidatos, seguimos como vereadores, trabalhando para que a gente continue tendo uma grande produção legislativa”, afirmou.

Por outro lado, o líder da oposição na Câmara, vereador Felipe Alecrim, afastou a ideia de que a bancada oposicionista esteja orientando sua atuação pelo calendário eleitoral. Ele argumentou que o clima de tensão no Legislativo municipal está diretamente ligado às ações do Executivo.

“Nosso papel é fiscalizar, cobrar transparência e defender a cidade do Recife, independentemente de ser ano de eleição. Se o clima seguirá acirrado ou não vai depender muito mais das respostas que o Executivo dará à sociedade do que da postura da bancada de oposição na Câmara”, declarou.

Com informações da Folha de Pernambuco.

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Clara Melo
Clara Melo
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