Guerra no Oriente Médio já afetou os preços de alguns itens no Brasil em março, avalia IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88%

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que IPCA subiu 0,88% por causa do avanço do conflito no Oriente Médio, assim elevando os preços no Brasil

Avanço de conflito e preços no Brasil
Avanço de conflito e preços no Brasil – Foto: Reprodução

O avanço do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel no Oriente Médio já impactou os preços no Brasil e pressionou a inflação em março. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% no período.

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Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, as incertezas no cenário internacional já refletiram em subitens importantes, especialmente nos combustíveis. Ele explicou que o reajuste nas refinarias promovido pela Petrobras, aliado à alta do petróleo no mercado internacional, além das tensões no Estreito de Ormuz, elevou os custos e encareceu o abastecimento.

A gasolina registrou aumento de 4,59% em março e exerceu a maior pressão sobre a inflação, com impacto de 0,23 ponto percentual. Já o óleo diesel disparou 13,90%, enquanto o etanol subiu 0,93%. Na contramão, o gás veicular recuou 0,98%. No geral, os combustíveis ficaram 4,47% mais caros no mês.

De acordo com Gonçalves, sem a alta da gasolina, o IPCA teria sido de 0,68%. E sem os combustíveis em geral, a inflação teria ficado em 0,64%, o que reforça o peso do setor no resultado final.

O impacto não se limitou aos transportes. Os grupos Transportes e Alimentação e bebidas responderam juntos por 76% do índice. Os alimentos consumidos em casa subiram 1,94% em março — a maior alta desde abril de 2022 —, impulsionados tanto pela redução da oferta de alguns produtos quanto pelo aumento do custo do frete, diretamente influenciado pelos combustíveis mais caros.

O pesquisador destacou ainda que o IBGE não mede possíveis efeitos de subsídios ao diesel, já que o índice considera o preço final pago pelo consumidor.

Por fim, caso o conflito internacional persista e continue afetando a cadeia global de combustíveis, o cenário poderá gerar novos impactos nos preços e pressionar a inflação já nos próximos meses.

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Fonte: Diário de Pernambuco

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Clara Melo
Clara Melo
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