Arcoverde é ponto de coleta de DNA para identificar desaparecidos

Campanha Nacional de Coleta de DNA em Arcoverde
Campanha Nacional de Coleta de DNA em Arcoverde – Foto: Reprodução

A cidade de Arcoverde integra a terceira edição da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que teve início na segunda-feira (4) e segue até o próximo dia 15 de agosto. A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), ocorre simultaneamente em todo o país. Enquanto reforça o uso da tecnologia genética na busca por pessoas desaparecidas.

Em Pernambuco, a campanha é conduzida pela Secretaria de Defesa Social (SDS), com participação das Polícias Civil e Científica. O ponto de coleta em Arcoverde está localizado na Unidade Regional de Polícia Científica do Sertão do Moxotó (URPOCSM), na Rua Sebastião de Souza Ferraz, 96, no bairro São Miguel. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, e os familiares podem tirar dúvidas pelo telefone (87) 2159-0322 ou pelo e-mail urpoc.arcoverde@policiacientifica.pe.gov.br.

Identificação por DNA: como funciona

A coleta de material genético é feita de forma simples, indolor e gratuita, através de uma amostra de saliva. Embora o procedimento seja rápido, ele possui um potencial transformador, pois o DNA coletado é cruzado com os dados já armazenados nos Bancos de Perfis Genéticos Estaduais e no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Esse processo pode identificar tanto pessoas vivas quanto restos mortais de desaparecidos.

Além do material genético dos familiares, objetos de uso pessoal do desaparecido, como escova de dentes, também podem ser levados, desde que tenham sido utilizados exclusivamente por ele.

Arcoverde participa de uma ação nacional

A campanha é uma verdadeira força-tarefa nacional. Em 2024, o Brasil registrou mais de 73 mil desaparecimentos, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, o que representa cerca de 219 casos por dia. Somente em Pernambuco, foram contabilizados 2.909 desaparecidos em 2024, e 1.359 ocorrências já foram registradas nos primeiros seis meses de 2025.

Enquanto os números aumentam, a integração dos bancos genéticos avança. Pernambuco, por exemplo, compartilha mais de 27 mil perfis de DNA com o Banco Nacional, sendo um dos estados com maior acervo no país. O estado também se destacou na última edição da campanha, já que foi o que mais solucionou casos de desaparecidos em 2024 — cinco das 35 pessoas identificadas foram localizadas graças ao cruzamento genético.

Quem pode participar?

Podem participar da campanha pais, mães, irmãos, filhos e filhas biológicos de pessoas desaparecidas. Contudo, é necessário que haja um Boletim de Ocorrência (BO) registrado em uma delegacia antes da coleta de DNA. A documentação é essencial para validar a amostra e integrá-la ao banco nacional.

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Por que participar?

A iniciativa visa não apenas identificar desaparecidos, mas também dar uma resposta às famílias que vivem há anos na angústia da incerteza. Portanto, a participação da população é fundamental para ampliar as chances de localização e identificação, sobretudo em regiões do interior, como Arcoverde, onde a estrutura da Polícia Científica está cada vez mais acessível à comunidade.

Mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido há muitos anos, a coleta de DNA ainda pode contribuir para solucionar o caso. Enquanto a ciência avança, cada perfil genético inserido amplia a rede de possibilidades de identificação em todo o Brasil.

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Clara Melo
Clara Melo
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