
Júri condena três réus por chacina que vitimou idosa e conselheiros tutelares em Poção. O veredito foi dado após uma sessão de julgamento que se estendeu por quase 20 horas. Teve início na manhã de quarta-feira (10) e foi encerrada por volta das 2h40 desta quinta-feira (11). O Tribunal do Júri acolheu parcialmente a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Condenou três homens envolvidos na execução de uma idosa e três conselheiros tutelares na zona rural de Poção, no Agreste.
Os réus Egon Augusto Nunes de Oliveira e Orivaldo Godê de Oliveira receberam as maiores penas. A juíza da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Maria Segunda Gomes, fixou para ambos 101 anos e 4 meses de reclusão. Para isso considerou quatro homicídios qualificados. De acordo com a magistrada, os crimes foram cometidos mediante paga ou promessa de recompensa, além de caracterizados por emboscada, dissimulação e outros recursos que impossibilitaram a defesa das vítimas, com o objetivo de garantir a execução e a impunidade de outras ações criminosas.
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O terceiro réu, Ednaldo Afonso da Silva, foi, então, condenado a 12 anos e seis meses de prisão por homicídio simples contra um dos conselheiros tutelares. Dessa forma, os jurados decidiram absolvê-lo das outras acusações.
O caso, que teve grande repercussão no Estado, voltou a mobilizar a atenção pública durante o julgamento, marcado pela longa duração bem como pela complexidade dos depoimentos e provas analisadas. Por fim, mais detalhes foram disponibilizados pelo Ministério Público de Pernambuco em seu site oficial.









