
A consultora de imagem Camila Nogueira, de 38 anos, de Arcoverde, está internada há cinco meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular, em Recife, após sofrer complicações durante uma cirurgia de retirada da vesícula e correção de hérnia. De acordo com a família, o procedimento ocorreu em agosto de 2025 e, apesar de Camila estar saudável e sem histórico de doenças pré-existentes, ela teria sofrido uma parada cardiorrespiratória durante a intervenção. Dessa forma, o que resultou em danos cerebrais considerados irreversíveis.
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Diante do caso, em dezembro de 2025, os familiares ingressaram com uma representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Nesse sentido, solicitando o afastamento e a cassação do registro profissional de três médicas envolvidas no procedimento. De acordo com o advogado Paulo Maia, que representa a família, a situação seria consequência de “negligência” e “falha grosseira” da equipe médica. Por outro lado, a defesa das cirurgiãs afirma que não há nexo de causalidade entre a atuação das profissionais e o dano sofrido pela paciente. Enquanto a advogada da anestesista preferiu não se pronunciar. O caso foi revelado pelo Diario de Pernambuco na última terça-feira (27).
Relato do marido
Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o médico oftalmologista Paulo Menezes, de 42 anos, marido de Camila, relatou o impacto da situação na rotina da família. “Eu virei viúvo de uma esposa viva”, declarou. De acordo com ele, Camila está em uma ala isolada do hospital e, ao mesmo tempo, passa por sessões de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. Além de acompanhamento com um fisioterapeuta especializado em pacientes neurocríticos.
De acordo com Menezes, a esposa apresenta pequenos avanços, pois já demonstra maior percepção do ambiente e reage ao ver familiares. “No último fim de semana, ela conseguiu se esforçar para falar a palavra ‘amor’. Foi um momento muito emocionante”, contou.
Morador de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, Menezes também falou sobre o impacto da internação na vida dos dois filhos do casal, de 6 e 2 anos. Ele afirmou que Camila sempre sonhou em ser mãe e valorizava intensamente a convivência familiar. “O que eu espero para o futuro é que ela tenha o mínimo de consciência, para poder interagir e acompanhar o crescimento dos nossos filhos”, destacou.
Enquanto o Cremepe analisa a representação, a família segue aguardando esclarecimentos e reforça o pedido por responsabilização, ao passo que mantém a esperança de avanços no quadro clínico de Camila.
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