
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), fez um pronunciamento nesta quarta-feira (20) no qual afirmou que a denúncia anônima contra a deputada estadual Dani Portela (PSOL), enviada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à imprensa, teria sido elaborada por Manoel Pires Medeiros Neto, assessor do gabinete da governadora Raquel Lyra (PSD).
Segundo Porto, a constatação ocorreu a partir de investigação conduzida pela Superintendência de Inteligência Legislativa da Alepe (Suint). De acordo com as apurações, no último dia 9, Manoel teria utilizado uma lan house no Shopping RioMar para preparar o pendrive com o material que resultou na denúncia contra a parlamentar de oposição.
Para o presidente da Alepe, os fatos e a proximidade de Manoel com a governadora reforçam a suspeita de que a chamada “milícia digital palaciana” estaria sendo operada dentro do próprio gabinete da gestora. “O tal gabinete do ódio parece ser, para a nossa surpresa, exatamente o gabinete da governadora. O ineditismo desta situação dentro da história do estado é lamentável e vergonhoso”, declarou.
Além disso, em entrevista ao jornalista Magno Martins, Porto afirmou que jornalistas e influenciadores supostamente envolvidos nessa rede teriam recebido salários entre R$ 25 mil e R$ 80 mil, valores significativamente superiores à média de R$ 2.500 que antes recebiam, aparentemente por meio de verbas publicitárias. Conforme o parlamentar, o aumento estaria vinculado à produção e divulgação de conteúdos difamatórios contra opositores do governo.
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Dessa forma, a denúncia amplia a tensão política em Pernambuco, pois envolve diretamente a cúpula do Executivo estadual e traz à tona acusações de uso de recursos públicos e de estrutura oficial em campanhas de difamação.









