Dipirona segue liberada no Brasil, mas divide regulações no mundo

Anvisa mantém o liberada a dipirona em seu sistema oficial no Brasil e inclui o medicamento entre as opções disponíveis no mercado, inclusive em versões isentas de prescrição

Dipirona continua liberada Brasil
Dipirona continua liberada Brasil – Foto: Reprodução

A dipirona continua liberada e amplamente utilizada no Brasil, enquanto diferentes países adotam regras distintas para o uso do medicamento, com base em avaliações próprias sobre segurança e eficácia.

No país, a Anvisa mantém o registro da dipirona em seu sistema oficial e inclui o medicamento entre as opções disponíveis no mercado. Inclusive em versões isentas de prescrição. Esse cenário ajuda a explicar o uso frequente da substância para o tratamento de dor, bem como febre pela população brasileira.

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Na Europa, o cenário não é uniforme. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informa que medicamentos à base de metamizol — princípio ativo da dipirona, continuam autorizados em 19 países da União Europeia. Como Alemanha, Espanha, Portugal, Itália, bem como Países Baixos. Em 2024, a agência revisou a segurança do medicamento e concluiu que os benefícios seguem superiores aos riscos nos países onde ele já é permitido. Nesse sentido, desde que as medidas de alerta sejam reforçadas.

Entre os principais riscos apontados está a agranulocitose, uma reação adversa rara, mas grave, que pode ocorrer a qualquer momento durante ou após o uso. A EMA determinou a atualização das bulas para orientar pacientes. Além de profissionais de saúde sobre sintomas iniciais, como febre, dor de garganta e sinais de infecção. Além da interrupção imediata do uso em caso de suspeita.

Já nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration não aprova a dipirona para uso humano desde a década de 1970, também devido a relatos associados a esse efeito adverso.

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A divergência entre países não está na existência do risco, mas na forma como cada autoridade reguladora avalia o equilíbrio entre benefícios e segurança. Enquanto alguns optaram por retirar o medicamento do mercado, outros decidiram mantê-lo com restrições, contraindicações e monitoramento mais rigoroso.

No Brasil, além da avaliação regulatória, fatores culturais e históricos influenciam o uso contínuo da dipirona, consolidada há décadas como uma das principais opções para o alívio de dor e febre.

Diante desse cenário, a forma mais precisa de descrever a situação é que a dipirona permanece permitida no Brasil, não é aprovada em países como os Estados Unidos e segue autorizada em parte da Europa, sob vigilância e regras mais rígidas.

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Clara Melo
Clara Melo
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