Estudantes da Erema denunciam suposta contaminação da água

Grêmio estudantil relata problemas recorrentes nos bebedouros, enquanto gestão afirma que situação será resolvida e questiona autonomia do movimento

Estudantes da Erema denuncia água
Estudantes da Erema denuncia água – Foto: Reprodução

Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio de Arcoverde (Erema) passaram a veicular, nos últimos dias, denúncias sobre a qualidade da água disponibilizada pela instituição. De acordo com relatos compartilhados por alunos e representantes do grêmio estudantil, a água apresentaria cheiro e gosto estranho. Assim como, de acordo com eles, até indícios de fezes de rato, situação que, de acordo com os estudantes, teria causado mal-estar em colegas após o consumo.

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As acusações partem exclusivamente dos alunos da escola, que afirmam que o problema não é recente. Mas teria se agravado no início do ano letivo, justamente em um período de altas temperaturas e maior necessidade de hidratação. Em nota divulgada aos alunos, o grêmio estudantil Geração Eco fez um alerta e anunciou mobilização dentro da unidade de ensino.

Em um trecho do comunicado, os estudantes afirmam:

“É um grande descaso o que a gestão vem fazendo em relação à água da escola. Em uma época do ano onde o calor e a desidratação são eminentes, é de extrema importância a instituição escolar disponibilizar água limpa e tratada para todos os estudantes. Já no início do ano letivo, com dois dias de aula, estamos tendo diversas repercussões sobre o péssimo estado que vem sendo encontrada a água nos bebedouros das salas e do pátio”.

Ainda de acordo com o texto, os relatos de alunos sobre a presença de fezes de rato, além de odor e sabor alterados, seriam um “grande alerta”. Enquanto a falta de manutenção adequada dos equipamentos poderia representar riscos à saúde. O grêmio também destaca que nem todos os estudantes têm condições financeiras de comprar água diariamente. Reforçando que a desidratação pode causar fadiga, tontura, dores de cabeça e, em casos mais graves, problemas de saúde mais sérios.

Diante do cenário, os estudantes anunciaram que permaneceriam na quadra da escola, em forma de protesto, e que não assistiriam às aulas até que o problema fosse solucionado de forma definitiva.

Em resposta à mobilização do grêmio estudantil, mensagens atribuídas à gestão da escola circularam entre os alunos. Em uma delas, a direção teria afirmado:

“Boa noite. Sobre a água será resolvida amanhã. Já havíamos dito. E grêmio não tem essa autonomia sem combinar nada com a gestão. Se for dessa forma, a gente reúne o Conselho Escolar e destitui os membros e faz uma nova eleição. Afinal, não é obrigatório grêmio estudantil em escola. Nunca tivemos problemas com grêmio, mas se for pra termos, a gente resolve”.

Até o momento, não há laudo técnico divulgado que comprove a contaminação da água, e a denúncia segue baseada nos relatos dos estudantes.

O que diz a Erema:

“A Escola de Referência em Ensino Médio de Arcoverde – Erema, por meio desta nota, vem a público prestar esclarecimentos acerca da denúncia divulgada por alguns estudantes que compõem o Grêmio Estudantil desta instituição.

Após verificação dos fatos, informa-se que a denúncia é improcedente quanto à veracidade de algumas informações narradas, especialmente no que se refere à suposta contaminação da água ofertada à comunidade escolar. Não há qualquer laudo técnico ou comprovação oficial que ateste contaminação da água utilizada na unidade.

Ressalta-se que a escola realiza periodicamente a limpeza e higienização dos bebedouros, bem como das caixas d’água destinadas ao acondicionamento da água potável. A água utilizada é adquirida com recursos do Estado, através do Programa Água Potável nas Escolas, em parceria com esta instituição de ensino, sendo o custeio realizado de forma compartilhada, cabendo as partes o pagamento correspondente a 50% do valor total.

Esclarece-se ainda que, na última semana, foi observado por parte de alguns usuários um gosto que sugeria possível contato com vegetação, fato que pode ter ocorrido antes da chegada da água ao espaço escolar, não sendo identificado qualquer indício de contaminação.

Diante dessa percepção, foram adotadas providências imediatas, dentre as quais: o esvaziamento do reservatório, a realização de nova lavagem e higienização e a aquisição de nova remessa de água potável. Esta última apresentou-se inodora, incolor e insípida, conforme testemunhado pelos demais estudantes e membros da comunidade escolar.

A gestão da Erema reafirma seu compromisso com a transparência, a saúde e o bem-estar de toda a comunidade escolar, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários”.

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Clara Melo
Clara Melo
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