
O anúncio de um investimento histórico de R$ 133,3 milhões para ampliar o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, reacendeu críticas sobre as prioridades do Governo de Pernambuco. A obra — que mais do que dobrará a capacidade da unidade, situada na cidade natal da governadora Raquel Lyra — contrasta com o silêncio persistente do Palácio do Campo das Princesas diante das denúncias e problemas enfrentados pelo Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, referência para 13 municípios da VI Geres. Governo anuncia megaobra em Hospital.
Enquanto Caruaru comemora a futura expansão de 157 para 370 leitos e a construção de um bloco anexo com ambulatório e laboratório, Arcoverde enfrenta diariamente um cenário de superlotação, relatos de demora no atendimento, falta de acolhimento adequado e denúncias de suposta negligência médica. Mesmo sendo uma unidade estratégica para o Sertão do Moxotó e parte do Agreste, o hospital administrado pela OSS Hospital do Tricentenário convive com críticas que se acumulam há meses e que contrastam com os investimentos pontuais realizados nos últimos anos.
Nos corredores, pacientes relatam espera prolongada, leitos improvisados e falta de condições básicas, como alimentação e hidratação adequadas. A pressão sobre a rede regional, já fragilizada, revela um problema estrutural que vai muito além da gestão imediata: exige planejamento contínuo, transparência na condução dos serviços e fortalecimento das equipes de saúde.
Investimentos pontuais
É verdade que o Hospital Regional Ruy de Barros Correia recebeu avanços importantes, como a inauguração de uma UTI adulta com dez leitos e suporte nefrológico, fruto de um investimento de R$ 316 mil. Contudo, melhorias isoladas não suprem a necessidade de uma reforma mais profunda no modelo de atendimento, na gestão contratual da OSS e na capacidade de resposta à elevada demanda que chega à unidade diariamente.
À luz da Constituição Federal — que garante a universalidade e a igualdade no acesso ao SUS —, a discrepância entre a euforia governamental com as obras em Caruaru, terra da governadora, e o silêncio sobre a crise em Arcoverde torna-se ainda mais evidente. A pergunta que ecoa entre usuários, profissionais e lideranças locais é simples: por que a governadora não comenta a situação do Ruy de Barros Correia, justamente no momento em que anuncia um dos maiores investimentos da história recente da saúde estadual?
A população da VI Geres espera que o Governo do Estado e o Ministério Público atuem de forma firme para cobrar melhorias imediatas na gestão do hospital. Falhas como demora no atendimento, ausência de insumos básicos e relatos de negligência não podem ser tratadas como questões secundárias. O cuidado digno e imediato deve ser prioridade — seja em Caruaru, Arcoverde ou qualquer outro município do interior.
Enquanto a governadora celebra o reforço à rede hospitalar de sua cidade, o Sertão cobra respostas, ação e compromisso equivalente. Porque saúde pública não pode ter CEP preferencial.
Governo anuncia megaobra em Hospital
O anúncio de R$ 133,3 milhões para ampliar o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, acendeu críticas sobre as prioridades do Governo de Pernambuco. A obra mais do que dobrará a capacidade do hospital da cidade natal da governadora Raquel Lyra. Ao mesmo tempo, o Governo segue sem comentar a crise no Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde.
O Ruy de Barros Correia é referência para 13 municípios da VI Geres. Mesmo assim, enfrenta superlotação diária, longas esperas e denúncias de suposta negligência médica. Pacientes relatam falta de acolhimento, leitos improvisados e falhas básicas, como ausência de alimentação adequada e hidratação para os internados.
O hospital recebeu alguns investimentos recentes, como a UTI adulta com dez leitos e suporte nefrológico. O valor foi de R$ 316 mil. Porém, melhorias pontuais não resolvem o problema estrutural da unidade. A demanda é crescente e a rede não consegue acompanhar o ritmo. Falta planejamento, reforço de equipes e mais transparência na gestão.
Enquanto isso, em Caruaru, o Governo anuncia expansão histórica. O HRA sairá de 157 para 370 leitos. O projeto inclui um novo bloco com ambulatório e laboratório. A licitação já foi publicada no Diário Oficial. O discurso oficial destaca fortalecimento da saúde no interior. Mas a realidade de Arcoverde mostra um contraste duro.
Silêncio sobre o caos em Arcoverde
A região questiona o silêncio do Governo sobre o caos no Ruy de Barros Correia. A Constituição garante acesso universal e igualitário ao SUS. Por isso, especialistas e moradores cobram respostas imediatas. Querem fiscalização mais rígida, ajustes na gestão da OSS e ações rápidas para garantir um atendimento digno.
A população da VI Geres não aceita mais a situação atual. O Ministério Público também é chamado a agir. Os problemas são graves e, dessa forma, precisam de solução urgente. Enquanto Caruaru recebe uma megaobra, Arcoverde espera por medidas básicas. É hora de o Governo tratar todas as regiões com o mesmo compromisso. Saúde pública não pode ter prioridade por CEP.
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