
A cidade de Arcoverde vive um momento decisivo em sua infraestrutura de abastecimento de água. Com um investimento de R$ 20 milhões e previsão de conclusão para junho de 2026, está em andamento a substituição de 42 quilômetros da rede de distribuição. O equivalente a cerca de 26% do total existente na sede do município.
De acordo com a Gerência Regional da Compesa em Arcoverde, já foram executados 30 quilômetros de novas tubulações, alcançando aproximadamente 70% de avanço. Os trabalhos abrangem bairros como Centro, São Miguel, Cohab 2, Pôr do Sol, assim como parte do São Cristóvão. Com a meta de substituir redes antigas, muitas ainda em cimento-amianto, e implantar tubulações de maior diâmetro para melhorar a capacidade de distribuição.
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Entre os benefícios esperados, a obra promete reduzir significativamente os vazamentos, diminuindo perdas e transtornos à população. Além disso, está prevista a implantação de um anel de grande porte. Nesse sentido, que será responsável por melhorar a setorização do sistema e otimizar o transporte de água entre diferentes áreas da cidade.
Impactos temporários
Como toda obra de saneamento enterrada, a abertura de ruas, a geração de poeira e as interdições no tráfego fazem parte do processo. Um ponto que gera dúvidas entre moradores é o tempo de espera para a liberação de vias pavimentadas. De acordo com a Compesa, após a recomposição com paralelepípedos assentados em base de concreto, é necessário um período de 28 dias para a cura do material. Esse intervalo garante a resistência adequada para suportar o tráfego. Dessa forma, evita a necessidade de refazer o serviço. Para assegurar esse prazo, montes de terra são colocados sobre as áreas concluídas, impedindo que veículos trafeguem ou estacionem sobre o pavimento ainda em endurecimento.
Ramais domiciliares
Outro aspecto importante é a instalação dos ramais domiciliares — tubulações mais finas que ligam a rede principal às residências. Embora já estejam sendo deixados prontos durante a obra. A interligação só ocorrerá após a nova rede estar em carga, ou seja, com abastecimento ativo. Essa estratégia evita retrabalho e novos cortes no pavimento, além de otimizar a logística de conexão por setores.
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A obra também cria oportunidades para regularização de ligações de água. Imóveis com situação irregular precisarão se adequar antes da interligação, sob risco de permanecerem sem fornecimento quando a nova rede entrar em operação.
Nos últimos anos, Arcoverde já havia avançado em seu sistema de abastecimento com obras como a adutora do Jatobá e a adutora do Moxotó, que reduziram a dependência de carros-pipa e melhoraram o atendimento, hoje chegando a 70% da cidade com fornecimento diário e 30% em regime de rodízio.
Com a modernização da rede, a expectativa é ampliar a eficiência na distribuição e garantir mais segurança no abastecimento. Embora os transtornos temporários sejam inevitáveis, a obra é vista como um marco para a qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade, com impacto direto na economia local e no bem-estar dos moradores.









