
O jovem Cícero Ferreira da Silva Júnior, de apenas 23 anos, foi morto a tiros na Rua Calu Filho, localizada na Vila do Presídio, na madrugada deste sábado (21), em Arcoverde. A princípio, de acordo com informações da Polícia Militar, Cícero foi surpreendido em suposta emboscada. Dessa forma, foi atingido por um disparo fatal de arma de fogo, falecendo ainda no local.
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Enquanto dois dos suspeitos conseguiram fugir, um terceiro foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Civil. Ainda mais, o detido será mantido à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. O corpo da vítima foi periciado no local do crime e, em seguida, encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru. Com isso, a Polícia Civil iniciou as investigações, que seguem em andamento. Com o objetivo de identificar e prender os demais envolvidos e esclarecer completamente a motivação do homicídio.
Contudo, embora as causas ainda estejam sendo oficialmente apuradas, uma entrevista concedida por Júlio César, irmão da vítima, revelou detalhes que podem ajudar a entender o que motivou o crime. Segundo ele, uma discussão ocorrida mais cedo, ainda no mesmo sábado, teria sido o estopim para a tragédia. “Foi uma besteira, uma discussão de mesa de bar, por conta da bebida. Todo mundo tinha bebido muito. Era uma coisa boba, e terminou nisso aí”, relatou Júlio.
Além disso, o irmão da vítima destacou que o principal suspeito do disparo, identificado como “Nego Ney”, era um amigo de infância da família. “Ele foi praticamente criado dentro de casa. Só faltava dormir mais de conchinha. Comia no prato com a gente. Era amigo mesmo. E fez isso com o meu irmão”, lamentou, com emoção.
De acordo com Júlio, seu irmão já tinha passagens pela polícia, tendo sido apreendido por tráfico quando menor de idade. Mas atualmente era conhecido apenas como usuário de drogas. “Tinha mudado. Estava mais tranquilo. Tinha dois filhos pequenos pra criar”, explicou. Um dos filhos, conforme relatado, tem quatro anos, e o outro, apenas nove meses.
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Com isso, a dor da família é agravada pelo fato de o crime ter partido de alguém tão próximo. “A gente somos em cinco irmãos. Dois homens e três mulheres. Todo mundo era muito unido. Esse neguinho aí destruiu a família todinha. Minha mãe está arrasada. Ela sabe que foi ele. Ele ainda mostrou a arma pra minha sobrinha, dizendo que tinha acabado de matar”, contou Júlio César.
Ainda mais, segundo os relatos, o disparo atingiu Cícero no ombro e saiu pela região do tórax, causando danos irreversíveis. “Pegou aqui no ombro e saiu rasgando tudo, por debaixo do suvaco direito”, detalhou o irmão, tentando descrever a brutalidade do tiro.
Por fim, enquanto isso, a Polícia Civil continua as diligências para localizar os dois suspeitos foragidos, ao mesmo tempo em que colhe depoimentos que possam esclarecer os momentos que antecederam o crime.









