Julgamento da Chacina de Poção segue com interrogatórios

Réus José Vicente Cardoso e Bernadette Lourdes são ouvidos nesta sexta-feira; defesa diz estar confiante em resultado favorável

Julgamento réus chacina de Poção
Julgamento réus chacina de Poção – Foto: Reprodução

Segue nesta sexta-feira o terceiro dia de julgamento de dois réus do caso conhecido como a Chacina de Poção, no Fórum Thomaz de Aquino, em Recife. O júri acontece na 4ª Vara Privativa do Tribunal do Júri e tem mobilizado grande atenção. O julgamento acontece com auditório lotado há dias e a presença de diversos advogados em apoio aos acusados.

Estão sendo julgados José Vicente Cardoso, apontado como intermediador do crime, bem como Bernadette Lourdes, avó paterna da criança que sobreviveu à chacina e considerada pelo Ministério Público como mandante. A defesa de José Vicente é conduzida pelos escritórios Rawllson Ferraz e Associados e Luciano Pacheco e Advogados Associados.

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Na sessão desta sexta-feira, estão previstas as oitivas de pelo menos três testemunhas de defesa de forma remota, além dos interrogatórios dos dois réus. Em seguida, ocorrem os debates entre acusação e defesa, com exibição de provas ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados — seis mulheres e um homem. Ontem, primeiro dia de julgamento, foram ouvidas as testemunhas de defesa.

O promotor de Justiça Daniel Ataíde afirmou que o Ministério Público não tem dúvidas quanto ao desfecho do processo e que irá sustentar o pedido de condenação dos dois réus. De acordo com ele, o julgamento só ocorre agora em razão de sucessivos recursos apresentados ao longo dos anos. “Não há outro caminho que não seja pedir a condenação dos que estão aqui, na condição de agenciador e mandante do crime”, declarou.

Julgamento réus chacina de Poção
Defesa de José Vicente – Foto: Reprodução

Já os advogados de defesa contestaram as acusações, bem como afirmaram que o processo apresenta fragilidades. A defesa de José Vicente sustenta que não há provas técnicas que o liguem ao crime, enquanto os advogados de Bernadette Lourdes alegam incongruências na investigação. Além disso, também alegam ausência de elementos suficientes para caracterizá-la como mandante. Dessa maneira, as defesas afirmaram ainda estar confiantes em um resultado favorável e não descartam que o julgamento seja concluído ainda hoje.

Entenda o caso

A Chacina de Poção ocorreu na noite de 6 de fevereiro de 2015, no Sítio Cafundó, zona rural de Poção. Na ocasião, quatro pessoas foram mortas dentro de um veículo do Conselho Tutelar. Foram eles: os conselheiros tutelares José Daniel Farias Monteiro, Lindenberg Inobriga de Vasconcelos e Carmen Lúcia da Silva. Além de Ana Rita Fenâncio, avó materna de uma criança de três anos, que foi a única sobrevivente do ataque.

De acordo com as investigações, o crime teria sido encomendado para garantir a guarda da criança, e oito pessoas foram denunciadas por envolvimento na chacina. Até o momento, cinco réus já foram julgados, bem como condenados, com penas que ultrapassam 100 anos de prisão. No fim do ano passado, Egon Augusto Nunes de Oliveira e Orivaldo Godet de Oliveira foram condenados a 101 anos e quatro meses de reclusão. Enquanto Edinaldo Afonso da Silva recebeu pena de 12 anos e seis meses.

Por fim, o julgamento do último denunciado foi adiado e ainda não tem data definida para ocorrer.

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Clara Melo
Clara Melo
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