
A Justiça de Pernambuco absolveu, nesta segunda-feira (30), o padre Airton Freire, conforme informações divulgadas pela assessoria de sua equipe de defesa. O religioso havia sido acusado, em 2023, de estupro por uma colaboradora da Fundação Terra, em Arcoverde, instituição que era comandada por ele.
De acordo com o caso, a personal stylist Sílvia Tavares acusou o padre de praticar crimes sexuais nas dependências da fundação. Em decorrência das acusações, o religioso chegou a ser preso e, posteriormente, colocado em prisão domiciliar no dia 14 de julho de 2023.
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Entretanto, segundo a assessoria do padre, o juiz Felipe Marinho dos Santos, da Vara Única de Buíque, foi responsável pela sentença e concluiu que as provas periciais produzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contradizem a versão apresentada pela acusação, o que teria tornado impossível a comprovação do crime.
Ainda conforme a defesa, a decisão judicial tramita sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes adicionais sobre o processo. Além do padre, também foi absolvido o motorista Jailson Leonardo da Silva, que havia sido apontado como participante do suposto crime.
Ambos estavam presos desde 2023, quando as denúncias vieram a público; no entanto, com a decisão, a prisão preventiva do religioso foi revogada. O caso foi considerado tecnicamente complexo, tanto pelo volume de depoimentos quanto pelo fato de o padre ser uma liderança religiosa reconhecida em Pernambuco, além da relevância jurídica atribuída aos relatos de vítimas em casos de violência, conforme a jurisprudência recente.
Em nota, a advogada Mariana Carvalho, que liderou a defesa em conjunto com os escritórios dos criminalistas Eduardo Trindade e Marcelo Leal, afirmou que
“em que pese os dados da sentença serem sigilosos, ficou claro, por um fato objetivo trazido aos autos pela perícia técnica, que as versões de Silvia, dadas nos autos e em entrevistas públicas, não corresponderam à realidade”.
Já o advogado Eduardo Trindade destacou que a decisão foi resultado de uma análise detalhada do caso.
“O juiz foi equilibrado, isento e fez uma análise minuciosa de todas as informações em um caso complexo até concluir que os fatos não autorizam um juízo condenatório”, declarou.
Até o momento, o Tribunal de Justiça de Pernambuco não se pronunciou sobre o resultado do julgamento, reforçando que o processo segue sob sigilo judicial.
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