
A Prefeitura de Arcoverde confirmou, em nota enviada ao Portal Panorama, que vai leiloar a Usina de Asfalto municipal. A decisão, segundo a gestão, foi motivada por problemas técnicos graves que tornaram o equipamento inviável de ser recuperado. Os custos de reparo, de acordo com a nota, ultrapassam o limite considerado economicamente viável, o que levou o município a optar pela alienação do bem.
A administração destacou que os recursos arrecadados não poderão ser aplicados em despesas correntes, mas deverão obrigatoriamente ser destinados a investimentos permanentes em benefício da população. A nota também atribuiu parte da situação ao descaso de gestões anteriores, que não teriam registrado qualquer manutenção do maquinário ao longo dos anos.


O blog @nill_jr trouxe um histórico da usina adquirida em dezembro de 2013. O equipamento passou quase dois anos parado às margens da BR-424, sendo alvo de críticas e ironia da população, já que sua entrada em funcionamento era anunciada diversas vezes como iminente. A usina só entrou em operação no fim de 2015, quando asfaltou poucas ruas da cidade.
Até aquele momento, já haviam sido investidos mais de R$ 2 milhões entre aquisição, compra de equipamentos e material. O resultado, no entanto, foi limitado: apenas sete ruas de Arcoverde receberam pavimentação asfáltica produzida pela usina.
Desde então, o equipamento se tornou alvo constante de questionamentos. Em 2016, o vereador Luciano Pacheco denunciou nas redes sociais o abandono da estrutura e o descaso com a conservação das vias. Já em 2017 e 2018, a então vereadora Zirleide Monteiro criticou os altos gastos com pessoal para manter a usina, que, segundo ela, “dava despesa, mas não funcionava”.
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Em 2022, as críticas recaíram sobre o prefeito Wellington Maciel. Imagens divulgadas pelo vereador Rodrigo Roa mostravam a usina sucateada às margens da BR-424, reforçando a sensação de desperdício de dinheiro público. “Se há uma fábrica de asfalto, por que a população não tem ruas asfaltadas? Quanto dinheiro e tempo perdidos? É dinheiro do povo”, questionou à época.









