
Ao encerrar o julgamento da trama golpista, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, classificou o processo como um “divisor de águas” na história. Agora, outro caso se aproxima do STF com o mesmo potencial: Alexandre de Moraes x Eduardo Bolsonaro. É, portanto, o que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA contra a soberania nacional.
O novo embate colocará mais uma vez em lados opostos o ministro Alexandre de Moraes e a família Bolsonaro.
Jair Bolsonaro foi ondenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado. Também por organização criminosa e outros três crimes. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também deve se tornar réu no processo. O caso aguarda denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) para avançar no STF.
Em agosto, a Polícia Federal indiciou pai e filho sob suspeita de coação e de atentado contra o Estado democrático de Direito. Dessa forma, por tentarem interferir no julgamento do golpe —o mesmo que condenou outros sete réus, entre eles os generais Walter Braga Netto e Augusto Heleno.
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Desta vez, no entanto, o protagonista é Eduardo Bolsonaro. Ele tem produzido, na avaliação de especialistas em direito constitucional, uma ampla gama de provas contra si.
“Em todos os seus pronunciamentos, Eduardo deixou claro que esteve diretamente ligado às tratativas que ensejaram as sanções tarifárias dos EUA ao Brasil. É necessária uma resposta firme à conduta, ilegal bem como inconstitucional, praticada por um agente público que tem o dever de proteger os interesses do povo brasileiro”, diz advogada Adriana Cecilio, professora da Universidade Nove de Julho.
Provas para pedido de prisão
Na opinião de Pedro Serrano, professor da PUC-SP, o apoio às tarifas econômicas impostas ao Brasil em troca da anulação do processo bem como as ameaças a representantes do STF já poderiam até mesmo ter rendido o pedido de prisão preventiva de Eduardo.









