
O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou, nesta quinta-feira (5), pela procedência de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura possíveis irregularidades nas eleições municipais de 2024 em Tupanatinga. No parecer encaminhado à Justiça Eleitoral, o órgão pediu a cassação dos mandatos do prefeito José Ronaldo e do vice Reginaldo Rodrigues. Além disso, pediu a inelegibilidade dos investigados por oito anos.
Leia também: TRE-PE mantém cassação da chapa do PT em Manari e determina recontagem dos votos
De acordo com o parecer enviado à Justiça Eleitoral do Brasil, há indícios de abuso de poder político e econômico, bem como suspeitas de compra de votos durante o período eleitoral. Entre os fatos mencionados na ação estão a suposta distribuição de benefícios em momento sensível da campanha. Dessa forma, o que, segundo o Ministério Público, poderia ter influenciado o processo eleitoral.
Além disso, os investigadores apontaram situações como a oferta de transporte de eleitores para atendimento médico na cidade de Garanhuns. Assim como a realização de atendimentos médicos na residência de um dos candidatos investigados. Esses episódios estão sendo analisados pela Justiça sob a ótica da legislação eleitoral, a fim de verificar se houve uso indevido de estrutura ou benefícios para obter vantagem na disputa.
Outro ponto destacado no processo foi a apreensão de R$ 100 mil em espécie às vésperas do pleito municipal. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o dinheiro foi encontrado com aliados políticos ligados ao grupo investigado e, por isso, pode reforçar suspeitas de financiamento irregular de campanha ou eventual tentativa de compra de votos.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde e da região!
Receba atualizações, coberturas exclusivas e os destaques do dia direto no seu WhatsApp.
👉 Clique aqui e entre no canal oficial do Portal Panorama
Apesar do pedido apresentado pelo órgão ministerial, a manifestação não representa uma decisão final sobre o caso. Caberá agora à Justiça Eleitoral analisar o parecer e decidir se acata ou não os pedidos de cassação e inelegibilidade.
Ainda assim, mesmo que haja eventual decisão pela cassação dos mandatos, a legislação eleitoral prevê a possibilidade de recursos às instâncias superiores, o que pode prolongar a tramitação do processo.









