
O Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (21) oficializou uma mudança considerada estratégica e urgente no comando do transporte intermunicipal de Pernambuco. O advogado Yuri Coriolano foi nomeado novo presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI). Dessa forma, substituindo Antônio Carlos Reinaux, que deixou o cargo “a pedido”. A troca ocorre em meio a um cenário de forte desgaste político para o Governo do Estado, provocado por denúncias de supostas irregularidades envolvendo a empresa Logo Caruaruense. Nesse sentido que é ligada à família da governadora Raquel Lyra.

A movimentação no comando da EPTI acontece enquanto cresce a repercussão institucional do caso. Visto que o deputado estadual Romero Albuquerque protocolou um pedido de impeachment contra a governadora na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Segundo o parlamentar, o governo teria sido omisso na fiscalização de veículos com vistorias vencidas e com idade acima do limite legal. O que, de acordo com ele, teria beneficiado a empresa pertencente ao pai da governadora, João Lyra Neto. Romero nega motivação pessoal e afirma que o pedido se baseia em relatórios técnicos produzidos pela própria EPTI.
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Com a nomeação, Yuri Coriolano chega ao cargo com perfil técnico e experiência na administração pública. Ele ocupava, desde outubro de 2023, a Secretaria Executiva de Coordenação Estratégica da Casa Civil e possui formação em Direito. Além de pós-graduação em Direito Administrativo pela UFPE e em Direito Eleitoral pela ESA/OAB-PE. Além disso, já atuou como diretor-geral de Assuntos Jurídicos da Secretaria Estadual de Saúde. Nos bastidores, a mudança é interpretada como uma tentativa do governo de conter a crise. Assim como, reorganizar a autarquia e reforçar a credibilidade institucional diante das investigações e questionamentos públicos.
Diante do avanço das críticas, a governadora Raquel Lyra se pronunciou pela primeira vez sobre o pedido de impeachment durante um encontro com prefeitos em Gravatá. Em tom firme, ela afirmou que sua trajetória pessoal e a de sua família falam por si e reagiu com indignação às acusações de omissão na fiscalização da empresa ligada ao seu pai. A gestora declarou que mantém a tranquilidade em relação às denúncias e reforçou que está pronta para o debate político, mas que não aceitará ataques à sua biografia.
Raquel Lyra também destacou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já analisou situações semelhantes em 2025 e, na ocasião, não identificou irregularidades. Para a governadora, o pedido de impeachment é resultado de informações falsas e de um ambiente político marcado por disputas antecipadas. De acordoc com ela, o foco do governo permanece na gestão e na execução de políticas públicas, e não em embates eleitorais.
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Enquanto isso, o processo segue seu curso institucional. Os trabalhos legislativos na Alepe retornam no dia 2 de fevereiro, quando o pedido de impeachment começará a ser analisado formalmente. Até lá, a governadora mantém agenda no interior do estado, buscando apoio de prefeitos e reforçando o discurso de seriedade administrativa.









