
Os estudantes da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (Aesa), divulgaram nota de repúdio em reação ao recente comunicado da instituição sobre o convênio com o Programa Universidade para Todos em Pernambuco (Proupe). Segundo os alunos, o texto oficial tenta “passar uma falsa sensação de normalidade”, enquanto ignora os efeitos concretos dos cortes no auxílio estudantil.
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De acordo com o manifesto, os beneficiários do Porupe estão recebendo apenas metade do valor da bolsa, que deveria ser de R$ 500,00 mensais. Nesse sentido, a redução tem comprometido diretamente a permanência dos estudantes na universidade. Dessa forma, atingindo áreas essenciais como transporte, alimentação e materiais acadêmicos. O que, segundo os estudantes, inviabiliza a continuidade dos estudos para muitos.

A gestão da Aesa é duramente criticada na nota, sendo classificada como “omissa, sem diálogo e sem explicações”. Os estudantes denunciam ainda o que chamam de tentativa da direção de “esconder a crise debaixo do tapete”, em vez de assumir publicamente a gravidade do problema. Além disso, a nota cobra providências da governadora Raquel Lyra (PSDB). Nesse sentido, pedindo que o Governo de Pernambuco fiscalize os repasses do Proupe e garanta o pagamento integral das bolsas.
“Não permitam que uma geração de jovens seja prejudicada por má gestão e falta de transparência”, diz um dos trechos mais contundentes do documento.
Anda mais, embora a crítica principal seja direcionada à gestão da Aesa, os estudantes também cobram uma postura mais ativa do prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos). Com isso, eles afirmam que, como chefe do Executivo local e responsável pela autarquia, o prefeito deve intervir com urgência. “A atual gestão tem se mostrado incapaz de conduzir a instituição com o mínimo de responsabilidade e respeito pelos seus alunos”, reforça o texto.
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Ao final do manifesto, os estudantes apresentam três exigências urgentes:
- O pagamento integral e imediato das bolsas no valor de R$ 500,00;
- Esclarecimentos públicos sobre os cortes e os repasses;
- A responsabilização da gestão da Aesa pelos prejuízos causados aos alunos.
Por fim, a nota se encerra com uma mensagem direta e firme:
“Não nos calaremos diante do que é injusto. Nossa luta é por dignidade, permanência e por um futuro onde a educação pública seja tratada com a seriedade que merece.”









