Arpe homologa reajuste da tabela de preços da Compesa

Nova tabela de preços da Compesa
Nova tabela de preços da Compesa – Foto: Reprodução

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Pernambuco (Arpe) publicou, nesta semana, a Resolução nº 290/2025, que homologa a nova Tabela de Preços e Prazos dos Serviços Cobráveis da Compesa. A medida representa um aumento expressivo nas tarifas, gerando preocupação entre os consumidores, que devem sentir o impacto direto no orçamento familiar.

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Entre os novos valores aprovados, destacam-se as taxas de ligação e religação de água. Além de instalação de hidrômetros e ligação de esgoto, que sofreram reajustes consideráveis. Em alguns casos, os preços ultrapassam R$ 700, R$ 1.000 e até R$ 3.000, como ocorre na instalação de hidrômetros de grande vazão (R$ 3.117,77) e na ampliação de ligação de esgoto (R$ 2.233,32).

Serviços básicos também ficaram mais caros. A ligação de água, que antes custava cerca de R$ 80, agora pode chegar a R$ 580, de acordo com os novos valores homologados pela agência. Até mesmo vistoria em imóvel passa a custar R$ 69,14, enquanto a emissão de segunda via presencial em loja de atendimento será cobrada a R$ 3,41.

A resolução estabelece ainda que, a partir de 2026, a Compesa poderá realizar reajustes anuais automáticos com base no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com isso, os consumidores podem enfrentar aumentos recorrentes nos próximos anos.

Em cidades do interior, como Salgueiro, o impacto tende a ser ainda maior. A previsão é que, até fevereiro de 2026, a cobrança de esgoto alcance 100% dos imóveis ligados à rede, ampliando a taxa de esgotamento sanitário para praticamente toda a população urbana.

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Enquanto o governo estadual e a Arpe defendem a atualização das tarifas como uma medida necessária para equilibrar os custos operacionais da companhia, representantes de consumidores e especialistas em saneamento criticam a decisão. Para eles, o reajuste penaliza as famílias de baixa renda, que já convivem com serviços precários e tarifas elevadas em várias regiões de Pernambuco.

A expectativa agora é que o tema gere debate público e reações de órgãos de defesa do consumidor, que devem avaliar os impactos sociais e econômicos da nova tabela aprovada pela Arpe.

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Clara Melo
Clara Melo
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