Família quer investigação por morte violenta

Omissão policial em Buíque
Omissão policial em Buíque – Foto: Reprodução

Um caso marcado por violência, ameaças e omissão policial voltou ao debate público em Buíque, no Agreste de Pernambuco, após a confirmação de que a morte de Nazilene Bezerra da Silva, de 40 anos, foi violenta. A informação só veio à tona quase um ano depois do crime, quando uma decisão judicial autorizou a exumação do corpo.

Nazilene foi encontrada morta em setembro de 2023, no Sítio Bom Será, zona rural do município, já em avançado estado de decomposição. Na época, o delegado responsável, Adriano Ferro, afirmou que, devido às condições do cadáver, não era possível identificar a causa da morte. Dessa forma, registrando o caso como “indeterminado”.

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No entanto, familiares afirmam que a morte não foi um fato isolado — e sim o desfecho trágico de uma sequência de ameaças, violência física e perdas materiais.

De acordo com a filha da vítima, Gabriella Silva, sua mãe vinha sofrendo agressões, bem como represálias antes de ser assassinada. Um ano antes do crime, Nazilene teve a casa incendiada. Mesmo tendo registrado boletim de ocorrência, feito exame de corpo de delito, assim como procurado a polícia, nada foi feito.

“Antes dela ser assassinada, ela teve a casa incendiada. Ela pediu ajuda, tinha boletim, exame, provas. E adivinha? Nada foi feito.”, denuncia Gabriella.

Ainda de acordo com ela, no mesmo período, os gados da família foram furtados, gerando um prejuízo estimado em R$ 70 mil.

“Depois disso tudo, reformamos a casa… e ela aparece morta?”, questiona.

A filha afirma ainda que Nazilene estava em processo judicial contra a suspeita das agressões e ameaças. Uma prima da família, cujo nome, de acordo com ela, teria sido ignorado pelas autoridades.

Após pressão da família, a Justiça autorizou a exumação em 22 de julho de 2025. O procedimento confirmou que Nazilene foi vítima de morte violenta. Embora a Polícia Civil e os parentes ainda aguardem o laudo final para esclarecer a causa exata.

Antes mesmo da autorização para exumação, Gabriella relata que procurou a imprensa para cobrar avanços na investigação. Porém foi surpreendida por informações dadas à mídia.

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“Eu ia dar entrevista na TV. Consultaram o delegado, e ele disse que não havia crime. Como não havia crime?”, desabafa. “Minha vida agora é cobrar justiça”, conclui.

A dor da perda se soma ao sentimento de abandono institucional.

“Eu era filha única. Minha vida agora é cobrar as autoridades. Nós não vamos parar até que o responsável seja preso e pague pelo que fez.”, declarou Gabriella ao Portal Panorama.

O caso segue em investigação na Polícia Civil. A família pede aceleração do processo e responsabilização dos envolvidos, enquanto a comunidade acompanha indignada.

O Portal Panorama continuará acompanhando o caso e cobrando respostas das autoridades competentes.

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Clara Melo
Clara Melo
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