
A oposição na Câmara dos Deputados anunciou nesta terça-feira (16) a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para assumir a liderança da minoria na Casa, embora ele esteja residindo nos Estados Unidos. A decisão ocorre em meio a críticas e investigações sobre sua atuação fora do país.
Entre março e julho de 2025, Eduardo esteve licenciado do mandato, mas depois passou a exercer suas funções remotamente, enquanto buscava junto ao governo Donald Trump sanções contra o Brasil, em pressão pela anistia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e em retaliação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, responsável por sua condenação. Essa atuação está atualmente sob investigação.
O anúncio da liderança também surge como estratégia para driblar a possível perda do mandato por faltas, já que atos da Mesa Diretora da Câmara de 2015 garantem que líderes têm ausências justificadas em sessões deliberativas e votações, sem sofrer efeitos administrativos.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde e região!
Receba atualizações, coberturas exclusivas bem como os destaques do dia direto no seu WhatsApp.
👉 Clique aqui e entre no canal oficial do Portal Panorama
Caroline De Toni (PL-SC), atual líder da minoria, comunicou a renúncia ao cargo e declarou: “Gostaria de comunicar a todos a minha renúncia à liderança da minoria da Câmara, para transferir essa responsabilidade ao deputado Eduardo Bolsonaro”. Na prática, a medida é considerada um artifício, já que Eduardo não deve comparecer a nenhuma sessão plenária para exercer sua liderança.









