
Após duas noites intensas que reuniram uma pluralidade de ritmos, o palco Pernambuco Meu País encerrou sua programação neste domingo (31) celebrando a tradição nordestina com emoção, encontros intergeracionais e sanfona afinada. Enquanto o público lotava o Pátio de Eventos da Estação da Cultura, grandes nomes da música nordestina e novos talentos se revezavam no palco, garantindo uma noite inesquecível para os cerca de 150 mil visitantes que passaram pelo festival.



Embora o evento tenha se destacado pelo seu caráter multicultural, o impacto econômico foi igualmente expressivo: a movimentação nos principais polos comerciais somou aproximadamente R$ 200 mil, enquanto o total gerado para a economia de Arcoverde chegou a R$ 15 milhões, conforme dados oficiais. Além disso, a rede hoteleira operou em sua capacidade máxima, evidenciando o papel do festival na dinamização da economia local.
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A programação da última noite começou ainda no fim da tarde com a apresentação do mestre João do Pife, que trouxe à cena a ancestralidade musical dos pífanos do Agreste. Seu show, marcado pela autenticidade, serviu como portal simbólico para uma noite que uniu tradição e inovação. Logo depois, o palco recebeu o icônico Quinteto Violado, que apresentou um repertório recheado de clássicos, como “Conto do Canto”, “Acauã” e “Morena Tropicana”, demonstrando que, ainda que as décadas tenham passado, a força da música nordestina permanece viva e pulsante.


Enquanto isso, o clima de celebração seguiu com Petrúcio Amorim, que emocionou o público ao cantar sucessos como “Cenário de Amor” e “Anjo Querubim”. A participação especial de seu filho, Pecinho Amorim, não apenas simbolizou a passagem do bastão entre gerações, como também reforçou o valor das raízes culturais nordestinas. O encerramento de seu show teve tom junino, com uma homenagem a Luiz Gonzaga.
Em seguida, foi a vez de Batista Lima levar o público à nostalgia com os clássicos que marcaram sua carreira na banda Limão com Mel. Canções como “Minha Vida Sem Você” e “E Tome Amor” ganharam coro coletivo, pois os fãs se emocionaram com a performance intensa e afetiva do cantor.
O grande encerramento da noite ficou por conta do projeto Dominguinho, apresentado pela primeira vez ao público em formato de show aberto. João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho conduziram um espetáculo vibrante que transitou entre o forró contemporâneo e homenagens a ícones da música brasileira. Embora o projeto seja novo, o entrosamento entre os artistas conquistou o público com interpretações de faixas como “Beija Flor”, “Arriadin Por Tu” e “Mete um Block Nele/Ela Tem”.
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Além disso, momentos mais intimistas deram equilíbrio ao show, como a performance solo de Jota.Pê com “Ouro Marrom”, canção vencedora do Grammy Latino. O “Baile Dominguinho” ainda revisitou clássicos de Belchior, Geraldo Azevedo e Marina Aydar, costurando o passado e o presente da música nordestina com maestria.
Durante coletiva à imprensa, João Gomes expressou sua emoção: “Estamos na porta do Sertão. Se nada der certo com nossas músicas, a gente parte pro forrózão pesado. Sei que o público está curioso, e a gente quer retribuir com uma noite iluminada”, disse com bom humor e entusiasmo.
Portanto, o encerramento do palco Pernambuco Meu País em Arcoverde foi mais do que uma grande festa: foi uma afirmação da diversidade cultural, da potência econômica da cultura e do orgulho de ser nordestino.
Assim, o Festival Pernambuco Meu País se consolida como um dos maiores eventos culturais do estado, pois consegue unir celebração, tradição, inovação e impacto econômico em uma única experiência.









