
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta sexta-feira (18). Nesse sentido, atingindo também figuras e locais ligados ao seu partido. A ofensiva, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), impôs uma série de medidas restritivas inéditas ao ex-mandatário. Que passa a enfrentar condições semelhantes às de um regime de semi-liberdade domiciliar.
Com isso, conforme confirmaram seus advogados, Bolsonaro está agora obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica. Além de ter sido proibido de acessar redes sociais e de manter contato com embaixadores ou diplomatas estrangeiros. Ainda mais, segundo fontes ligadas ao inquérito, o ex-presidente não poderá se aproximar de embaixadas. Tampouco se comunicar com outros investigados em processos que tramitam na Suprema Corte.
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Entre as determinações mais severas está a restrição de circulação noturna: Bolsonaro deverá permanecer em sua residência das 19h às 7h. A decisão judicial, cujo teor completo ainda está sob segredo de Justiça, também autorizou mandados de busca e apreensão em sua casa e em endereços vinculados ao Partido Liberal (PL), legenda à qual ele é filiado desde 2021.
A operação faz parte do conjunto de investigações que apuram possíveis ações antidemocráticas e supostas tentativas de subversão institucional após as eleições de 2022. Com isso, de acordo com fontes com acesso ao inquérito, os investigadores se basearam em elementos recentes, como trocas de mensagens, relatos de delatores e documentos de inteligência.
Dessa forma, as medidas adotadas nesta sexta-feira ampliam o cerco jurídico contra o ex-presidente, que já figura como investigado em diversos inquéritos no STF — entre eles, os que apuram a disseminação de fake news, a tentativa de golpe de Estado e a instrumentalização de órgãos oficiais para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.
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Embora Bolsonaro ainda não tenha se pronunciado publicamente, sua defesa já sinalizou que irá recorrer. Os advogados classificaram as restrições como “excessivas” e alegam que violam a presunção de inocência. Já no meio político, a repercussão é significativa. Dirigentes do PL demonstraram preocupação com os impactos da operação, sobretudo por ocorrer em um momento em que o partido se prepara para as eleições municipais e aposta no ex-presidente como principal cabo eleitoral.









