PGR pede condenação do ex-presidente Bolsonaro

PGR defendeu a condenação de Bolsonaro
PGR defendeu a condenação de Bolsonaro – Foto: Reprodução

Nas alegações finais da ação que investiga a trama golpista, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, nesta segunda-feira (14), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse sentido, por uma série de crimes que, somadas as penas, podem chegar a cerca de 43 anos de reclusão.

Segundo a PGR, Bolsonaro implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas. Com o objetivo de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022. Assim, o ex-presidente teria articulado uma ofensiva que desrespeitou as bases do Estado Democrático de Direito.

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Em manifestação de 517 páginas, o órgão reafirmou as acusações e detalhou os crimes pelos quais Bolsonaro deve ser responsabilizado. Entre eles:

  • Liderança de organização criminosa armada, prevista na Lei nº 12.850/2013, incluindo agravantes como o uso de arma de fogo e a participação de funcionário público, cuja pena pode chegar a até 17 anos de reclusão.
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de até 8 anos.
  • Golpe de Estado, crime previsto no Código Penal com pena de até 12 anos.
  • Em relação aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, a PGR pediu a condenação pelo crime de dano qualificado contra o patrimônio da União, cuja pena pode ser de até 6 anos.
  • Além disso, também foi apontado o crime de deterioração de patrimônio tombado, previsto na Lei nº 9.605/1998, com pena de até 3 anos de reclusão.

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Desse modo, a PGR sustenta que Bolsonaro teve papel central na articulação golpista. Ainda mais, ao mesmo tempo em que comandou atos que resultaram em ataques diretos às instituições. Nesse sentido, buscando impedir a transição de governo após as eleições. Com a conclusão das alegações finais, o caso avança para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá sobre a responsabilização do ex-presidente.

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