Documento cita laboratório de radioastronomia no sertão da Paraíba e levanta preocupações sobre possível uso militar da tecnologia

Um relatório divulgado no final de fevereiro do Congresso dos Estados Unidos aponta que a China estaria operando instalações espaciais no Brasil com potencial uso militar. No documento, o Congresso dos Estados Unidos destaca o Brasil como um dos principais centros dessa estratégia. Dessa forma, mencionando projetos localizados no Nordeste, especialmente no estado da Paraíba.
Entre os pontos citados está o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia, instalado na Serra do Urubu, no sertão paraibano. O projeto, iniciado em 2025, resulta de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China. De acordo com o relatório, integra a base industrial de defesa chinesa. Além de duas instituições brasileiras: a Universidade Federal de Campina Grande e a Universidade Federal da Paraíba.
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De acordo com o documento, a tecnologia de radioastronomia utilizada no laboratório é considerada de “uso duplo”. Ou seja, embora seja aplicada em pesquisas científicas, os equipamentos também teriam capacidade de rastrear satélites militares e fornecer dados de monitoramento espacial que poderiam ser utilizados por sistemas de defesa.
Além da instalação localizada na Paraíba, o relatório também menciona a Estação Terrestre de Tucano, situada em Salvador. A estrutura funciona nas dependências da empresa aeroespacial brasileira Ayla Space, em parceria com a companhia chinesa Beijing Tianlian Space Technology.
De acordo com o comitê norte-americano, a estação permitiria à China monitorar ativos militares estrangeiros na América do Sul em tempo real. O relatório ainda estima que existam pelo menos dez estações com características semelhantes espalhadas pela região.
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Até o momento, os governos do Brasil e da China não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações apresentadas no relatório, divulgado durante o mandato do presidente norte-americano Donald Trump.
Por sua vez, a empresa Ayla Space negou qualquer envolvimento com atividades militares e afirmou que suas operações são voltadas exclusivamente para análise civil de satélites e serviços tecnológicos no setor espacial.









