Mais de 560 trabalhadores resgatados de trabalho escravo no Mato Grosso

Trabalhadores em condições análogas à escravidão
Trabalhadores em condições análogas à escravidão – Foto: Reprodução

Ao menos 563 trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados em uma obra de construtora do Mato Grosso. A operação envolveu o Ministério Público do Trabalho, o Ministério do Trabalho e Emprego, além da Polícia Federal, que atuaram após denúncias e inspeções.

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As investigações tiveram início depois de um incêndio, ocorrido em 20 de julho, que destruiu alojamentos e revelou um cenário degradante. Os trabalhadores dormiam em ambientes superaquecidos, onde um único ventilador era dividido por quatro pessoas. Assim como tinham colchões de má qualidade, além da falta de roupas de cama adequadas. Em algumas situações, dormiam no chão ou sob mesas. Além disso, problemas frequentes no fornecimento de energia elétrica agravavam as condições. Desse modo, comprometendo também o abastecimento de água. No dia do incêndio, a água trazida por caminhões-pipa do rio Tapirapé era imprópria para consumo.

Durante as inspeções, foram constatadas a ausência de equipamentos de proteção individual, refeitórios inadequados, bem como excesso de poeira e irregularidades na jornada de trabalho, incluindo horas extras não registradas. A maioria dos trabalhadores resgatados era de outros estados, principalmente Maranhão, Piauí e Pará, e relataram terem sido aliciados por intermediários, arcando com as próprias despesas para o deslocamento.

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Após o incêndio, parte dos trabalhadores foi realocada em hotéis e casas alugadas; contudo, 18 foram demitidos por justa causa, 173 optaram por rescisão antecipada, e 42 fizeram pedidos de demissão. O Ministério Público do Trabalho está negociando um termo de ajuste de conduta que visa garantir o pagamento das rescisões, indenizações por danos morais individuais e coletivos, reembolso de gastos com transporte e alimentação, além da reparação pelos bens perdidos.

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Clara Melo
Clara Melo
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