MPPE garante 25 anos de prisão por assassinato de policial em Serra Talhada

Tribunal do Júri de Serra Talhada
Tribunal do Júri de Serra Talhada – Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Serra Talhada foi palco, nesta terça-feira (5), de um julgamento de grande repercussão no Sertão de Pernambuco. Após mais de 13 horas de sessão, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) conseguiu a condenação de Wellington Cledson de Araújo Izidório, conhecido como Etinho. Nesse sentido, ele foi condenado a 25 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele foi considerado culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado. Por motivo torpe, uso de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Bem como por coação no curso do processo.

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A vítima do homicídio foi o policial militar reformado Cícero Valdevino da Silva, executado em plena via pública. O crime, motivado por vingança no contexto de uma histórica rivalidade entre famílias da região, causou forte comoção social. Além disso, reforçou os debates sobre violência no interior do estado.

A acusação foi sustentada por uma força-tarefa composta por três Promotores de Justiça: Maurício Schibuola de Carvalho (titular da 3ª Promotoria de Serra Talhada), Bruno Santacatharina Carvalho de Lima e Paulo Fernandes Medeiros Júnior (ambos do Núcleo de Apoio ao Júri do MPPE). A defesa, por sua vez, foi representada por três advogados criminalistas.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo MPPE. Dessa forma, reconhecendo todas as qualificadoras atribuídas ao crime, além da autoria intelectual de Etinho. Também foi confirmada a tentativa do acusado de intimidar testemunhas, com o objetivo de atrapalhar as investigações.

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De acordo com os promotores que atuaram no caso, a condenação representa “uma resposta firme do sistema de Justiça ao ciclo de violência e vingança privada que atinge o Sertão pernambucano”. Um deles classificou a decisão como “um momento histórico na luta por justiça em Serra Talhada”.

Por fim, a sentença foi proferida pelo juiz Marcus Cesar Sarmento Gadelha, titular da 1ª Vara Criminal de Serra Talhada.

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Clara Melo
Clara Melo
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