
O vereador Claudelino Costa (PSB) fez, na noite desta segunda-feira (3), durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Arcoverde, o primeiro pronunciamento público desde que foi alvo de uma denúncia protocolada no Legislativo por suposta negociação de cargos comissionados para quitação de dívida pessoal. Em discurso emocionado e acompanhado por familiares bem como apoiadores, o parlamentar afirmou ser inocente e vítima de uma armação.
“Sou um homem de bem, honesto, evangélico bem como pai de família. Nunca fui envolvido em corrupção, nem estou, nem vou ser. Tenho um nome a zelar”, declarou Claudelino ao iniciar sua fala. O vereador relatou que, desde fevereiro, vive um “pesadelo”. Ele alega ter sido ameaçado bem como coagido pelo empresário Micael Lopes de Góes, autor da denúncia encaminhada à Câmara.
De acordo com o parlamentar, as gravações que circulam nas redes sociais — e que embasaram o documento apresentado ao Legislativo — teriam sido feitas sob ameaça e coação. “Naquele dia, eu achei que ia morrer. Entrei naquele escritório com medo, e tudo o que eu dizia era apenas para tentar sair vivo. Nada daquilo foi feito, nunca negociei cargos com ninguém”, afirmou.
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O vereador também disse que vem enfrentando dificuldades emocionais desde o início do episódio. “Tive que procurar psicólogo, fazer terapia, psiquiatra. Eu não dormia, porque a minha vida estava em risco”, desabafou.
Durante o discurso, Claudelino reforçou sua trajetória pessoal e religiosa, destacando que sua vida é pautada pela honestidade. “Eu prefiro estar em cima de uma moto com a consciência tranquila do que andar de carro comprado com dinheiro sujo”, declarou, sendo aplaudido por parte do público presente.
Confira trecho do pronunciamento do parlamentar:
A sessão contou com a presença do advogado Fernandes Braga, que representa o parlamentar. O defensor já havia se manifestado anteriormente, afirmando que o vereador tem direito à ampla defesa e que apresentará “a versão completa dos fatos” dentro dos trâmites legais.
No encerramento da fala, Claudelino dirigiu-se diretamente ao empresário Micael Góes: “Você veio a mim com armas e ameaças, mas eu vou contra você com o nome do Senhor dos Exércitos. Eu não quero o mal de ninguém, só quero provar a minha inocência”.
A denúncia
A denúncia contra Claudelino foi protocolada no dia 13 de outubro pelo advogado Lucas Wesley Almeida Cavalcanti, em nome do empresário Micael Lopes de Góes. O documento acusa o vereador de tentar usar cargos comissionados da Câmara de Arcoverde como moeda de pagamento para uma dívida particular. O fato, se comprovado, configuraria quebra de decoro parlamentar bem como corrupção passiva.
Comissão prévia e andamento do caso
Cumprindo o que determina o Regimento Interno da Câmara, o presidente do Legislativo, Luciano Pacheco (MDB), determinou o sorteio de uma comissão prévia para analisar a substância da denúncia. O grupo é composto pelos vereadores Célia Galindo, Heriberto do Sacolão e João Marcos, que terão a responsabilidade de emitir parecer sobre a continuidade do processo.
Na última semana, o presidente informou que o parlamentar já apresentou sua defesa prévia e que o parecer da comissão será submetido ao plenário. Caso a maioria decida pela aceitação da denúncia, será formada uma Comissão Processante, que poderá resultar, ao final, na cassação do mandato.
Luciano Pacheco reforçou que a Casa atua com transparência bem como responsabilidade, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa.
Enquanto o caso segue em análise, o pronunciamento de Claudelino Costa marca um novo capítulo de um dos episódios mais delicados da política recente de Arcoverde.
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