Denúncia de conflitos internos aprofundam crise em igreja de Arcoverde

Crise na Igreja Batista de Arcoverde expõe denúncias, disputas internas e questionamentos sobre a condução da liderança durante o centenário da instituição.

Crise na Igreja Batista de Arcoverde
Crise na Igreja Batista de Arcoverde – Foto: Paulo Edson / A Folha das Cidades

DA FOLHA DAS CIDADES | A crise envolvendo a Primeira Igreja Batista de Arcoverde ganhou novos desdobramentos após o avanço judicial de um caso de suposto assédio sexual contra um ex-missionário da congregação. A chamada crise na Igreja Batista de Arcoverde, que já provocava repercussão interna, passou a gerar implicações judiciais e questionamentos sobre a condução administrativa da instituição.

Denúncia formalizada pela Justiça

O Ministério Público de Pernambuco formalizou, em 13 de março de 2026, denúncia contra o ex-missionário acusado de assediar uma adolescente. Quatro dias depois, a Justiça aceitou a acusação e autorizou o andamento da ação penal na 2ª Vara Criminal de Arcoverde.

Enquanto o processo avança no Judiciário, a crise também se intensificou dentro da igreja. Relatos de membros descrevem um ambiente de divisão interna. Além disso, fiéis acusam a liderança de afastar integrantes que buscaram apoio junto à Convenção Batista. Parte da comunidade também questiona a condução de episódios anteriores envolvendo o mesmo acusado.

Dossiê aponta falhas administrativas

Um dossiê elaborado por membros da congregação aponta supostas falhas administrativas e possíveis violações estatutárias atribuídas ao pastor-presidente. O documento cita, entre os principais pontos, omissão diante de denúncias, tentativa de resolver casos internamente sem deliberação da assembleia e falta de comunicação transparente com os fiéis.

De acordo com o relatório, episódios envolvendo o mesmo indivíduo remontam a 2023. Na ocasião, a liderança teria tratado o caso sem aplicar medidas disciplinares efetivas. Já em 2025, um novo episódio teria motivado tentativas de resolução interna, contrariando procedimentos previstos no estatuto da igreja.

Diante da repercussão, membros solicitaram a intervenção da Convenção Batista para acompanhar o caso bem como avaliar a conduta da liderança. Entre as recomendações apresentadas estão medidas administrativas e maior rigor na condução institucional.

Permanência do pastor gera impasse

A permanência do pastor-presidente também se tornou alvo de debates internos. Em duas reuniões, a maioria dos membros votou contra a continuidade dele no cargo. No entanto, o afastamento não ocorreu porque o estatuto exige aprovação de dois terços dos votos.

O caso expõe um cenário de instabilidade institucional, com impactos tanto na governança interna quanto na relação entre os fiéis, especialmente no ano em que a igreja celebra o centenário.

Especialistas avaliam que crises dessa natureza podem comprometer a credibilidade de instituições religiosas, principalmente quando envolvem denúncias sensíveis e questionamentos sobre a condução administrativa.

Por fim, o caso segue em andamento, com desdobramentos judiciais e administrativos ainda em curso. A expectativa, nesse sentido, é de avanço nas investigações e adoção de medidas que garantam transparência, responsabilização e proteção aos membros da comunidade.

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