
O ex-prefeito de Arcoverde, José Wellington Cordeiro Maciel, mais conhecido como Wellington da LW, enviou ao Portal Panorama uma nota esclarecendo a versão dele sobre matéria publicada anteriormente com título “MP investiga possível improbidade da gestão LW por atraso no pagamento de energia em Arcoverde”. No documento, ele contesta a interpretação de que teria havido atraso injustificado no pagamento de faturas de energia elétrica durante sua administração e dá sua versão sobre a investigação do MPPE sobre pagamento de energia em Arcoverde.
Na nota, Wellington ressalta o papel constitucional do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na fiscalização da administração pública. Mas afirma que o caso citado na reportagem refere-se ao Agravo de Instrumento nº 0004649-04.2024.8.17.9480, interposto pela Neoenergia/Celpe contra decisão judicial que garantiu o fornecimento de energia para as festividades da emancipação política de Arcoverde e da padroeira do município, em 2024.
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De acordo o ex-gestor, no processo não houve comprovação de débito definitivo. Mas apenas informações apresentadas de forma unilateral pela concessionária, as quais teriam sido questionadas pela gestão municipal. Ele afirma que, durante seu governo, foram identificadas divergências significativas nos valores cobrados. Especialmente relacionadas à quantidade de pontos de iluminação pública e à potência das lâmpadas instaladas. Tal fato teria provocado aumento expressivo das faturas sem correspondência com o consumo real.
Wellington Maciel sustenta que, diante dessas inconsistências, a Prefeitura adotou medidas administrativas e judiciais para solicitar a revisão dos valores e esclarecimentos técnicos por parte da Neoenergia/Celpe. De acordo com ele, também foram realizadas reuniões com a concessionária, mas os processos administrativos não teriam sido concluídos até o fim de sua gestão.
Ainda conforme a nota, o ex-prefeito afirma que não houve atraso injustificado. Mas uma controvérsia legítima sobre a correção das cobranças, destacando que não seria razoável efetuar pagamentos sem a devida comprovação do consumo. Por fim, ele reafirma que as decisões adotadas seguiram os princípios da legalidade. Também da responsabilidade fiscal bem como da proteção do patrimônio público, colocando-se à disposição dos órgãos de controle para prestar esclarecimentos.
A seguir, a nota na íntegra:
PEDIDO DE DIREITO DE RESPOSTA AO PORTAL PANORAMA
Tendo tomado conhecimento da publicação intitulada “MP investiga possível improbidade da gestão LW por atraso no pagamento de energia em Arcoverde”, venho, por dever cívico e compromisso com a verdade, prestar os devidos esclarecimentos à população.
Inicialmente, é preciso destacar o permanente e legítimo papel do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na fiscalização dos atos da administração pública, especialmente quando busca apurar eventuais prejuízos ao erário e a observância dos princípios administrativos.
A matéria faz referência ao Agravo de Instrumento nº 0004649-04.2024.8.17.9480, interposto pela Neoenergia/Celpe contra decisão judicial que determinou o fornecimento de energia elétrica para as festividades da emancipação de Arcoverde e da padroeira do município no ano de 2024.
No referido processo, não houve comprovação de débito definitivo e reconhecido, mas apenas a apresentação unilateral de informações por parte da concessionária, as quais foram objeto de questionamento pela gestão municipal.
Durante minha administração, constatou-se a existência de divergências significativas nos valores cobrados pela Neoenergia/Celpe, especialmente quanto à quantidade de pontos de iluminação pública e à potência de parte das lâmpadas instaladas, o que resultou em elevação expressiva das faturas, sem correspondência com o consumo real de energia.
Diante dessas inconsistências, a Prefeitura adotou as providências cabíveis, tanto na esfera administrativa quanto judicial, requerendo revisão dos valores cobrados e esclarecimentos técnicos por parte da concessionária.
Além das medidas formais, foram realizadas diversas reuniões com a Neoenergia/Celpe, solicitando a conclusão dos processos administrativos instaurados, o que não ocorreu até o encerramento da minha gestão.
Portanto, não se trata de atraso injustificado de pagamento, mas de controvérsia legítima quanto à correção dos valores cobrados, pois não seria razoável efetuar pagamentos por consumo que não foi devidamente comprovado.
Reafirmo que todas as decisões adotadas durante minha gestão tiveram como fundamento a legalidade, a responsabilidade fiscal e a proteção do patrimônio público.
Coloco-me à disposição dos órgãos de controle para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Arcoverde, 3 de fevereiro de 2026.
José Wellington Cordeiro Maciel, ex-prefeito de Arcoverde.
Confira, abaixo, os documentos enviados ao Portal Panorama:
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