
A Câmara Municipal do Recife arquivou, nesta terça-feira (3), o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A denúncia, portanto, foi rejeitada por ampla maioria, com 25 votos contrários, nove favoráveis e uma abstenção, totalizando 35 votos registrados. Para que fosse aprovada, a matéria precisava de maioria simples a favor do andamento. Impeachment de João Campos arquivado, as informações são do blog Ponto de Vista.
Os 37 vereadores participaram da sessão ordinária, que registrou momentos de tensão e confusão entre apoiadores e opositores em galerias lotadas.
Durante o encontro, integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e de grupos ligados ao bolsonarismo protestaram contra a atuação da segurança da Casa. Eles alegaram que os agentes impediram seu acesso ao plenário e permitiram apenas a permanência de apoiadores do prefeito no interior da Casa José Mariano.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a confusão registrada do lado de fora do prédio da Câmara Municipal do Recife.
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O pedido de impeachment de João Campos foi protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo). A denúncia questionava a nomeação de Lucas Vieira da Silva para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD) no concurso para procurador do município.
Segundo o parlamentar, a administração municipal reclassificou o candidato para a lista destinada às pessoas com deficiência (PCD) após a apresentação de um laudo com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Na avaliação do vereador, a medida desrespeitou as regras previstas no edital e prejudicou outro concorrente.
Durante a votação, vereadores da base governista e da oposição interromperam os debates, trocaram acusações e protagonizaram momentos de tensão no plenário.
Militantes também se manifestaram nas galerias e gritaram durante os pronunciamentos dos parlamentares. Mais cedo, apoiadores direcionaram gritos de “chupetinha” ao vereador Thiago Medina (PL), o que provocou novos tumultos na sessão.
Ao final da votação, os vereadores arquivaram o pedido, dessa forma, encerrando o processo sem o encaminhamento para as etapas seguintes previstas no rito de impeachment.
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