“Não fico preso”, diz pediatra acusado por estupros

Pediatra acusado de estupros é preso
Pediatra acusado de estupros é preso – Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Paraíba prendeu o pediatra Fernando Cunha Lima, acusado de estupro, na última sexta-feira (7). Os agentes efetuaram a prisão em um imóvel alugado onde o médico morava com a esposa, no município de Paulista, em Pernambuco. A polícia procurava o investigado desde novembro de 2024, sobretudo pela acusação de ter estuprado seis crianças que atendia em seu consultório em João Pessoa.

Uma mãe denunciou o médico em agosto do ano passado após perceber, durante o atendimento no consultório, que ele tocou nas partes íntimas de sua filha. Além disso, após essa acusação, outras vítimas também procuraram as autoridades e relataram práticas semelhantes.

Gabriela Cunha Lima, sobrinha do médico, afirmou que o tio a abusou em 1991, quando ela tinha nove anos, em uma casa de praia da família em João Pessoa. Ela manteve o fato em segredo por dois anos, revelando o ocorrido apenas para uma prima. A Justiça incluiu as sobrinhas do médico no processo como testemunhas, já que os crimes cometidos contra elas prescreveram.

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Ao chegar à Central de Polícia, em João Pessoa, o acusado declarou que não acredita que passará muito tempo detido.

“Agora, com a minha doença, eu não vou ficar preso”, afirmou o acusado ao responder ao repórter. O homem ainda completou: “Tenho certeza. Eu vou ficar só dois dias e saio”.

O Ministério Público solicitou a condenação do réu por quatro crimes cometidos contra três crianças, já que o investigado teria abusado de uma das vítimas duas vezes. No entanto, a promotoria reavaliou o número total de vítimas.

A Polícia Civil da Paraíba prendeu um médico acusado de cometer abusos sexuais contra crianças em seu consultório em João Pessoa. As investigações começaram após a denúncia de uma mãe, o que motivou outras vítimas e familiares a relatarem casos semelhantes às autoridades. Enquanto a Justiça ouve testemunhas e avalia os crimes apontados pelo Ministério Público, o investigado aguarda os próximos desdobramentos do processo sob custódia policial.

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