
A Câmara Municipal de Petrolândia protocolou oficialmente um procedimento que pode resultar na cassação do mandato do vereador Cristiano Lima dos Santos, conhecido como Cristiano da Van, acusado de crime em Petrolândia. A medida tem como base um pedido formal de informações encaminhado à Polícia Civil. Tem o objetivo de instruir um processo administrativo por suposta quebra de decoro parlamentar.
As informações foram obtidas com exclusividade pelo Portal R1. De acordo com o documento, assinado pelo advogado Johnnatan Cordeiro de Almeida e pelo presidente da Câmara, Erinaldo Alencar Fernandes, a Casa Legislativa solicita esclarecimentos oficiais à autoridade policial sobre a autoria delitiva atribuída ao parlamentar em um caso que vitimou o empresário Samyr Oliveira.
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No ofício, a Câmara destaca que os dados solicitados são imprescindíveis para fundamentar a eventual abertura bem como condução de um processo de cassação. Uma vez que os fatos investigados possuem relevância pública e, em tese, configuram conduta incompatível com o exercício do mandato parlamentar.
O requerimento ressalta ainda que, até o momento, chegaram ao Legislativo municipal apenas informações provenientes de blogs e comentários populares na cidade. Tal fato reforça a necessidade de obtenção de dados oficiais junto à Delegacia de Polícia, como confirmação de autoria, eventual indiciamento bem como outros elementos probatórios formais. Só isso será capaz de garantir a correta instrução do processo administrativo.
O documento também informa que já há ciência da decretação da prisão preventiva do vereador Cristiano da Van. A prisão ocorreu no âmbito do processo nº 0000042-45.2026.8.17.3120, por decisão do Juízo da 1ª Vara da Comarca de Petrolândia. Segundo o texto, a medida judicial representa “sérios indícios de autoria delitiva”.
A Câmara Municipal afirma que as informações a serem prestadas pela Polícia Civil serão fundamentais para que os demais vereadores possam analisar o caso de forma técnica e responsável, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, antes de qualquer deliberação sobre a eventual perda do mandato.
O requerimento foi datado e assinado em Petrolândia no dia 20 de janeiro de 2026 e encaminhado oficialmente à Polícia Civil de Pernambuco.
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