Advogado suspeito de estupro de vulnerável contra filha é transferido para presídio em Arcoverde

Advogado transferido para presídio de Arcoverde
Advogado transferido para presídio de Arcoverde – Foto: Reprodução

Um advogado de 34 anos, suspeito de estupro de vulnerável contra a própria filha de 16 anos, foi transferido para o Presídio Advogado Brito Alves (PABA), em Arcoverde, no Sertão do Moxotó. A decisão ocorreu após a Justiça decretar sua prisão preventiva, já que ele descumpriu medidas cautelares impostas anteriormente. A identidade do homem não foi divulgada para preservar a vítima.

A polícia prendeu o advogado em flagrante no dia 16 de agosto, iniciando o caso, mas a Justiça o liberou no dia seguinte, durante audiência de custódia, sob a condição de ele cumprir medidas da Lei Maria da Penha, como usar tornozeleira eletrônica. Contudo, testemunhas flagraram o homem consumindo bebida alcoólica em um bar sem o equipamento de monitoramento. Diante da infração, a Justiça decretou a sua prisão preventiva.

Após a decisão judicial, a polícia apresentou o suspeito à Delegacia de Floresta, também no Sertão, na quinta-feira (28). No dia seguinte, após uma nova audiência de custódia, os agentes o transferiram para a unidade prisional de Arcoverde. Paralelamente, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Pernambuco, instaurou uma representação contra o profissional no Tribunal de Ética e Disciplina, que conduz o processo em sigilo.

Relembre o caso

De acordo com a investigação, pai e filha começaram o contato que levou ao crime após o Dia dos Pais, quando reataram a comunicação pelas redes sociais. No dia 16 de agosto, o advogado teria enviado uma mensagem de cunho sexual para a adolescente, além de um vídeo em que ele aparecia se masturbando. A jovem bloqueou o pai e relatou o ocorrido a familiares, que registraram a denúncia na Delegacia de Floresta.

Durante o depoimento, o advogado afirmou que enviou a mensagem por engano e que a destinava a outra mulher com quem conversava simultaneamente. Ele chegou a apresentar uma captura de tela como suposta prova. Mas alegou que o aplicativo apagou automaticamente as mensagens trocadas com a filha, porque as havia configurado como temporárias. A polícia apreendeu o celular do suspeito e a perícia segue analisando o aparelho.

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