Aesa se pronuncia sobre fusão entre Cesa e Essa e explica decisão em nota oficial

Aesa pronunciou sobre fusão
Aesa pronunciou sobre fusão – Foto: Reprodução

A Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (Aesa) se pronunciou nesta terça-feira (19) e divulgou uma nota de esclarecimento a respeito da fusão entre a Escola Superior de Saúde de Arcoverde (Essa) e o Centro de Ensino Superior de Arcoverde (Cesa). Aprovada em reunião do Conselho Deliberativo no último dia 5 de agosto.

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De acordo com o presidente da instituição, professor Franklin Santos Freire, a decisão foi tomada de forma democrática e coletiva. Nesse sentido, com aprovação unânime dos conselheiros, e contou com a participação das direções do Cesa e da Essa. Apenas a representação estudantil não esteve presente. Em razão da inexistência de um Diretório Central dos Estudantes no momento.

Com a medida, todos os cursos passam a ser vinculados ao Cesa a partir de 1º de setembro de 2025. Durante o período de transição, haverá uma gestão pro tempore, formada por representantes das duas unidades. Que serão responsáveis por conduzir a reorganização até dezembro, quando será definido o novo organograma. Assim como preparadas as eleições para a gestão de 2026.

De acordo com a Aesa, a fusão busca fortalecer a instituição e preparar o caminho para a criação de um futuro Centro Universitário. Dessa forma, a medida ampliaria a autonomia administrativa e pedagógica, além de garantir avanços na qualidade do ensino.

Entretanto, a decisão gerou apreensão entre parte dos estudantes e docentes, que manifestam preocupação quanto à perda de identidade acadêmica da Essa, ao enfraquecimento do acompanhamento individualizado dos cursos e à possível fragilização de projetos específicos da área da saúde. Os acadêmicos também apontam como vulneráveis no processo de unificação iniciativas como a Clínica Escola de Saúde, a UBS Universitária e programas de extensão social, que aproximam os alunos da prática profissional.

Embora a gestão da Aesa assegure que debates amplos precederam a aprovação institucional da medida, parte da comunidade acadêmica avalia que pouca gente participou do processo decisório, sobretudo os estudantes. Por isso, a expectativa é de que, nos próximos meses, ocorram mobilizações voltadas à preservação dos direitos, benefícios e oportunidades educacionais conquistados ao longo dos anos.

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