
Um atropelamento registrado na noite de quinta-feira (15), na Avenida José Bonifácio, em Arcoverde, deixou dois homens feridos. Um deles, o fisioterapeuta Júlio César Agostinho, de 26 anos, sofreu ferimentos graves e foi levado ao Hospital Regional de Arcoverde. O outro, Cláudio Henrique Siqueira de Lima, de 22 anos, também ficou ferido.
O motorista envolvido, Anildo dos Santos Silva, de 47 anos, foi preso em flagrante. Nesta sexta-feira (16), a defesa divulgou uma nota de esclarecimento na qual apresenta sua versão dos fatos e contesta informações divulgadas após o acidente.
Defesa nega fuga e embriaguez
De acordo com a nota, o condutor não teria tentado fugir do local. A defesa afirma que, diante da aglomeração de pessoas exaltadas, ele atravessou para o outro lado da avenida por medo de sofrer agressões. Ainda conforme o documento, ele não deixou as imediações e permanecia no local quando a Polícia Militar chegou, informação que, conforme a defesa, consta no boletim de ocorrência.
Sobre o socorro às vítimas, os advogados alegam que o motorista não tinha condições de prestar atendimento pessoalmente porque o carro ficou danificado e preso sobre o canteiro, precisando ser removido por um guincho. A nota afirma que ele pediu às pessoas presentes que acionassem o socorro e chamassem uma ambulância.
A defesa também contesta a alegação de embriaguez. De acordo com o documento, o motorista foi submetido a exame no Instituto de Medicina Legal (IML), e o resultado teria afastado a embriaguez. A nota acrescenta que a autoridade policial afastou a imputação de direção sob efeito de álcool.
Laudo não descarta necessariamente consumo anterior de álcool
O laudo pericial, porém, exige uma descrição cuidadosa. Embora não tenha constatado embriaguez clínica no momento do exame, o documento registrou sinais que poderiam ser compatíveis com consumo anterior de álcool. O motorista também recusou a coleta de sangue ou urina para exame toxicológico. Portanto, o resultado não deve ser apresentado como prova de que não houve consumo de bebida alcoólica antes do acidente.
Motorista apresentou versão sobre a dinâmica do acidente
Em sua versão à polícia, o motorista afirmou que tentou evitar uma colisão com um motociclista, perdeu o controle do carro e acabou atingindo as vítimas. Essa é a versão apresentada por ele, e as circunstâncias do acidente ainda dependem da investigação.
A nota da defesa manifesta solidariedade às vítimas e aos familiares, deseja a recuperação do ferido em estado grave e afirma que o motorista está colaborando com as autoridades. O documento também pede que a imprensa aguarde a conclusão do inquérito antes de atribuir ao condutor comportamentos que, de acordo com os advogados, não foram confirmados por provas técnicas.
Caso segue sob investigação
Júlio César foi encaminhado ao Hospital Regional de Arcoverde em estado grave. As informações divulgadas inicialmente apontavam que ele havia sido intubado e aguardava cirurgia e transferência para o Hospital da Restauração, no Recife. Não há, nesta atualização, confirmação sobre a realização da cirurgia ou a transferência.
Por fim, a Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do acidente e as responsabilidades envolvidas.







