Desligamento de lombadas eletrônicas aumenta insegurança na BR-232

De acordo com o DNIT, os equipamentos de fiscalização eletrônica serão substituídos pela nova operadora contratada pelo governo do Estado.

Desligamento de lombadas na BR-232
Desligamento de lombadas na BR-232 – Foto: TV Jornal

Principal rodovia que liga o Recife ao interior do Estado, a BR-232 vive um momento de extrema insegurança. Isso ocorre porque todas as lombadas eletrônicas foram desligadas e, além disso, serão retiradas. O contrato do Edital nº 168/2016 chegou ao fim e, por isso, os equipamentos deixaram de funcionar. Isso causou o desligamento das lombadas eletrônicas na BR-232

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que um novo contrato já foi assinado. Ele prevê a instalação, operação e manutenção dos dispositivos eletrônicos nas rodovias federais sob administração direta do órgão em Pernambuco. A ordem de início foi emitida na última quarta-feira (12) e, ainda assim, não há data definida para a reinstalação dos controladores de velocidade.

Com o fim do contrato anterior, a empresa está retirando os equipamentos. Em seguida, a operadora contratada via Edital nº 054/2025 substituirá os dispositivos por novos aparelhos. De acordo com o DNIT, as empresas realizarão as novas instalações de forma escalonada. O processo obedecerá ao cronograma físico-financeiro e, além disso, aos critérios técnicos da Instrução Normativa nº 43/2021.

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Em Encruzilhada de São João, distrito de Bezerros, a preocupação aumentou. Isso porque comerciantes afirmam que o desligamento das lombadas aumentou os sinistros de trânsito. O desligamento dos equipamentos tornou a travessia de pedestres na BR-232 ainda mais perigosa.

“Depois que desligaram e tiraram as lombadas, já ocorreram três acidentes fatais em menos de 60 dias. E, se não recolocarem logo, mais gente vai morrer. Os motoristas passam aqui em alta velocidade e, muitas vezes, acima de 120 km/h”, alertou o comerciante José Romildo, em entrevista à TV Jornal Caruaru.

Moradores também relatam que a falta de fiscalização incentiva o desrespeito às leis. “O desligamento das lombadas estimula as infrações. O número de sinistros já aumentou e, além disso, a rodovia corta várias áreas com vilas, comércios e escolas. Sem passarelas, as pessoas precisam se arriscar na travessia”, disse Antônio Ricardo.

Rogério Corrêa reforçou a necessidade da fiscalização. “As lombadas são essenciais. Quando o radar multa o motorista que corre, ele respeita. Sem o equipamento, tudo fica na consciência de cada um e, consequentemente, ocorrem mais sinistros e mortes.”

Instalação das novas lombadas eletrônicas

O DNIT explicou que a autarquia submete os pontos de instalação a estudos de viabilidade. Os técnicos também realizam análises que definem a sinalização necessária. Além disso, o Inmetro afere obrigatoriamente os equipamentos para garantir a confiabilidade do sistema.

A autarquia destacou que todos os equipamentos seguem os parâmetros de priorização baseados na criticidade. O processo também obedece à Instrução Normativa nº 43/2021, que regulamenta como o órgão implanta os dispositivos nas rodovias que administra diretamente.

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