El Niño pode intensificar eventos climáticos extremos

Aviso abrange Agreste, Sertão e Sertão do São Francisco, onde temperaturas podem superar 37°C; previsão também aponta riscos de chuvas intensas e redemoinhos

El Niño pode intensificar eventos climáticos
El Niño pode intensificar eventos climáticos – Foto: Reprodução

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um aviso de baixa umidade do ar para regiões do interior de Pernambuco. Publicado no sábado (31 de outubro), o alerta tem validade até esta quarta-feira (4 de novembro) e abrange o Agreste, o Sertão e o Sertão do São Francisco.

De acordo com a previsão da agência, as temperaturas podem ultrapassar os 37°C, enquanto a umidade relativa do ar deve variar entre 12% e 20%. O cenário exige atenção da população, principalmente nos períodos mais quentes do dia.

A Apac recomenda que as pessoas bebam bastante água, evitem aglomerações em ambientes fechados e reduzam a prática de atividades físicas entre 10h e 17h. A agência também orienta a umidificação dos ambientes para diminuir os efeitos do ar seco.

A população deve ainda acompanhar as recomendações dos órgãos de saúde e procurar atendimento caso apresente sintomas relacionados à desidratação ou ao desconforto provocado pela baixa umidade.

Novembro terá chuva irregular em diferentes regiões do país

A previsão para novembro aponta diferenças importantes no comportamento das chuvas pelo Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os volumes devem ficar acima da média histórica em áreas do Sul, em Mato Grosso do Sul, São Paulo e partes da Região Norte.

No Nordeste, a tendência é de chuvas abaixo da média em grande parte da região. Em algumas áreas de Pernambuco, porém, os acumulados podem ficar próximos da média climatológica. Isso não significa ausência de precipitações, mas indica que as chuvas devem ocorrer de maneira irregular.

A Climatempo também aponta possibilidade de formação de ciclones extratropicais, avanço de frentes frias mais intensas e ocorrência de geadas tardias nas áreas mais altas do Sul do país. O cenário pode elevar os riscos de temporais, transbordamento de rios e deslizamentos em regiões que já acumulam grandes volumes de chuva.

El Niño pode atingir intensidade histórica

El Niño pode intensificar eventos climáticos
El Niño pode intensificar eventos climáticos – Foto: Reprodução

Outro fator que influencia as previsões climáticas é o El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o episódio atual pode atingir seu pico no final de 2026 e apresentar intensidade sem precedentes nos registros recentes.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que a temperatura da superfície do Pacífico tropical pode alcançar 3,8°C acima da média entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Segundo ela, os efeitos do fenômeno devem continuar mesmo depois de atingir o pico.

O El Niño altera os padrões de circulação atmosférica e pode favorecer eventos extremos, como ondas de calor, secas e chuvas intensas. No Brasil, o fenômeno costuma favorecer precipitações acima da média no Sul e períodos mais secos em áreas do Norte e do Nordeste. No entanto, os efeitos variam conforme a região e a atuação de outros sistemas meteorológicos.

Redemoinho chama atenção em Garanhuns

Uma cena chamou a atenção de pessoas que passavam pelas proximidades do Parque Acauã, em Garanhuns, no Agreste pernambucano. Na quinta-feira (29 de outubro), um morador registrou o momento em que um redemoinho se formou próximo à entrada do parque.

O local recebia uma programação festiva com atrações musicais. O fenômeno durou pouco tempo, mas despertou a curiosidade de quem acompanhava a movimentação nas proximidades.

O registro ilustra um dos fenômenos atmosféricos que podem ocorrer em períodos de calor e instabilidade. Redemoinhos se formam quando correntes de ar próximas à superfície começam a girar e levantam poeira e outros materiais leves.

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